Entrevista com o Coronel Roberto Itamar

FOTO: FABIO MOTTA/ESTADAO.

Coronel Roberto Itamar, é Chefe da Assessoria de Imprensa e relacionamento com a mídia do Comando Militar do Leste. Concede essa entrevista para o Linkezine, esclarecendo um pouco sobre a Intervenção Militar na Cidade do Rio de Janeiro. Com vocês o Coronel Roberto Itamar .

 

                                                                                                             Por Josué Júnior

 

Por causa de várias comissões de direitos humanos, OAB, imprensa, ente outros, a intervenção na Segurança pública fluminense pode ser muito problemática para o exército? Analise esse momento crítico?

Roberto Itamar: É preciso caracterizar, inicialmente, que a Intervenção Federal está prevista na Constituição da República. Nossas ações estão pautadas pela legalidade. A intervenção federal quer, principalmente, recuperar a capacidade operativa dos órgãos de segurança pública com a perspectiva de diminuir os índices de criminalidade.

Toda a mídia está com os olhos atentos nas ações que são realizadas pelos militares. Caso haja excesso em alguma ação, existirá punições e estas serão divulgadas para a mídia que poderá ter acesso às informações, para uma maior transparência?

Roberto Itamar: Todas as ações da Intervenção Federal prezam pela legalidade, sejam elas operacionais ou gerenciais. Independente disso, há o Ministério Público Militar (MPM) para apuração de eventurais denúncias. O Gabinete de Intervenção Federal colocou ainda à disposição um canal direto de contato com a população por meio do ouvidoria.intervençcao@cml.eb.mil.br

O Fato do Exército ter pedido identificação para os moradores de uma comunidade, causou um certo desconforto. Todas as ações terão essa mesma conduta? Explique a importância dessa forma de abordagem.

Roberto Itamar: O procedimento de fotografar documentos, o chamado sarqueamento (pesquisa ao sistema de arquivos da Polinter) é adotado para agilizar a ação policial e evitar desperdício de tempo e de recursos. A foto com o número do RG do cidadão sob suspeição é enviada à Polícia Civil e, em menos de três minutos, recebemos retorno se a pessoa tem algum mandado de prisão em aberto, se é foragida etc. Sem esse procedimento, teríamos que encaminhar a pessoa a uma delegacia, gastar pessoal, combustível e tempo. Essa tecnologia beneficia tanto o agente da lei como o cidadão de bem que é rapidamente liberado, evitando possíveis constrangimentos.

 

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Os moradores do Estado e mais precisamente da Cidade do Rio de Janeiro, estão vivendo dias de muito medo nas ruas. O senhor poderia adiantar quando que o carioca terá seu direito de ir e vir restaurado?

Roberto Itamar: A diretriz do planejamento de intervenção federal prevê ações emergenciais e outras estruturantes em curto, médio e longo prazo. Neste momento, estamos completando a instalação do Gabinete de Intervenção Federal, que já está realizando um diagnóstico das áreas funcionais estratégicas. O objetivo é recuperar a capacidade operativa dos órgãos vinculados à segurança pública do Rio. Não há como estabelecer prazos, mas acreditamos que as ações gerenciais no Rio poderão inspirar outros Estados na aplicação de soluçõe+s semelhantes.

Em todos esses anos de governo do PMDB aqui no estado, tivemos diversas politicas para a Segurança pública, entre elas a UPP que foi seu ponto alto, mas hoje vemos seu declínio. Como resgatar um projeto que deu certo?

Roberto Itamar: O novo comandante da Polícia Militar, Cel. Luis Claudio Laviano, está debruçado sobre as mais recentes pesquisas feitas em relaçãos às UPPs. Cabe a ele, sobe a direção do secretário de Estado de Segurança, qual o melhor encaminhamento. Como a função da intervenção é gerencional, buscaremos as formas que permitam contribuir para uma infra-estrutura adequada.

O exército pretende realizar ações sociais em comunidades carentes? Caso sim o senhor poderia revelar um pouco dessas ações?

Roberto Itamar: O que está acontecendo nes momento na comunidade da Vila Kennedy servirá de piloto para ações em outros locais. Vamos estabilizar o terreno inicialmente com reforço do policiamento ostensivo, com investigação para localizar e prender os criminosos. Esse trabalho inicial vai permitir o acesso dos prestadores de serviço público e privado.

 

 

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Existe a possibilidade do Estado do Rio de Janeiro entrar no estado de defesa caso a intervenção precise subir de patamar? Essa possibilidade é real? Explique um pouco sobre o estado de defesa?

Roberto Itamar : Não cabe a nós esse tipo de análise. O decreto presidencial é bem claro o objetivo desta Intervenção Federal é pôr termo ao grave comprometimento da ordem pública.

No dia 31 de Dezembro de 2018 o interventor passa para o novo governador eleito o controle da Segurança pública Fluminense. Qual é o legado que o exército pretende deixar para o estado do Rio de Janeiro no que diz respeito à segurança?

Roberto Itamar : A Intervenção Federal pretende deixar as instituições fortalecidas e integradas. Um Rio mais seguro.

Sobre Josué Júnior (160 artigos)
Josué Júnior, carioca, fotógrafo profissional pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Há mais de dez anos no mercado fotográfico com ênfase em moda e publicidade. Atualmente fotografa para o site Versão Masculina, especializado em comércio de produtos masculinos. Em sua empresa Arte foto Designer, desenvolve seu trabalho autoral, que pode ser apreciado na sua pagina : www.facebook.com/fotosjosuejunior?ref=bookmarks ,ou em seu Instagran .https://www.instagram.com/josuelbjr/

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