Ônibus 2520

                                     

 

 

Dessa vez o carioca acordou com a notícia de que um ônibus estava atravessado na ponte Rio – Niterói, e que passageiros do ônibus 2520, que faz a linha Jardim Alcântara (São Gonçalo)- Estácio, estava com uma ocorrência em andamento de sequestro. Foram trinta e sete passageiros, mais o motorista que estavam sendo mantidos reféns por Willian Augusto da Silva de 20 anos. A princípio ele sofria de depressão, e teria se apresentado como policial. Mas logo foi descoberto que não. Ele levava consigo uma pistola de brinquedo, faca, gasolina, e uma arma de choque. Em sua ação chegou a jogar na pista da Ponte Rio-Niterói, um coquetel Molotov. Segundo o porta voz da Policia Rodoviária Federal ele ameaçou jogar gasolina no ônibus.

Essa ação trouxe a lembrança do ônibus 174, onde todos nós cariocas lembramos do trágico fim da professora refém Geiza Gonçalves, morta por uma ação desastrosa da polícia, e em seguida o bandido Sandro Barbosa, também veio a óbito dentro da viatura.

Em 2000, o governador Garotinho não teve a mesma interpretação que teve o governador Wilson Witzel, a de deixar a polícia com liberdade para agir da forma que foi treinada para essas ocorrências. O saldo da interferência de Garotinho em não deixar que snipers fossem usados para conter o sequestrador foi a morte de Geiza Gonçalves. Já a história de Sandro Barbosa foi contada por José Padilha no documentário “Ônibus 174”, seguido do cineasta Bruno Barreto que também filmou “Última parada 174”, já  Geiza, virou estática de violência aqui na cidade do Rio de Janeiro, contabilizando mais uma inocente morta dentro dessa guerra sem fim.

Com esse aprendizado o Governador Wilson Witzel, deu carta branca para a polícia agir da forma adequada para o que foi preparada. Dessa forma o governador junto com o sniper do Bope, assinou o atestado de óbito do Wilian Augusto da Silva. Ao chegar, o governador saiu do helicóptero pulando e acenando para os policias que ali estavam para cumprimentar o êxito da ação realizada. Verdade que o Rio de Janeiro não aguentaria viver outra tragédia, e é fato de que nenhum carioca vai lamentar a morte do sequestrador apenas  seus familiares. Dessa vez nenhuma vítima pagou com a sua vida.  Vamos acreditar que dias melhores virão para este estado, pois o Rio de Janeiro merecer ser feliz.

 

                                 

Sobre Josué Júnior (281 artigos)
Josué Júnior, carioca, fotógrafo profissional pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Há mais de dez anos no mercado fotográfico com ênfase em moda e publicidade. Atualmente fotografa para o site Versão Masculina, especializado em comércio de produtos masculinos. Em sua empresa Arte foto Designer, desenvolve seu trabalho autoral, que pode ser apreciado na sua pagina : www.facebook.com/fotosjosuejunior?ref=bookmarks ,ou em seu Instagran .https://www.instagram.com/josuelbjr/

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