Entrevista com Ignis V. Marques 

 

 

No último final de semana aconteceu o 3º. Enflor 2019. Ignis realizou uma palestra bastante interessante que rendeu essa entrevista. Venha conhecer um pouco mais sobre o tratamento com Florais!   

 

 

Ignis, você vem de uma família toda envolvida com terapias, inclusive seus pais fundaram os Florais de Minas. Como foi sua infância e adolescência envolvida nesse ambiente, assistindo o envolvimento deles. O que você aprendeu com esse ambiente familiar?

 

Ignis:

Os Florais de Minas e eu nascemos no mesmo ano, embora meus pais já trabalhassem com a terapia floral a algum tempo, antes de meu nascimento. Cerca de dez dias após o mesmo eles pais receberam visitas de pessoas interessadas em divulgar este que foi o primeiro sistema floral fundado no Brasil. Muitas vezes durante as consultas minha mãe estava me amamentando. Fui crescendo em meio às flores, acompanhando meus pais nas colheitas. Sempre quando necessitava tratar algo em minha saúde, meus pais me orientavam florais. Na época de escola era comum que os amigos me pedissem orientação quanto ao uso de florais, assim surgiu um grande interesse no estudo da terapia floral. Sempre tirava minhas dúvidas com meus pais e aprofundava os conhecimentos literários para melhor compreensão, além de participar de todos os cursos possíveis. Hoje, com muita alegria atuo como professora, escritora e terapeuta floral, seguindo os passos dos meus pais, Breno e Ednamara.

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No final de semana do dia 9/11/2019, você deu uma palestra no 3º.Enflor 2019 a convite de Lizete de Paula, com um tema muito interessante do livro Liberdade no Cárcere. Conta um pouco da sua vivência dentro dessa experiência.

 

Ignis:

Esta experiência orientando a terapia floral no sistema prisional foi uma verdadeira MISSA. Uma sagrada missão! Enquanto ouvia os relatos, as agonias, as aflições, o desejo de liberdade daquelas mulheres, pude também fazer uma auto análise. E não havia espaço para julgamento, havia espaço para compreender a situação do indivíduo e acessar o alívio para esta situação. Foi uma experiência envolvida de sacralidade. Houve aquele emaranhamento terapêutico entre paciente – terapeuta – terapia. Quando este emaranhamento (esta tríade) acontece a inspiração e intuição terapêutica se manifesta naturalmente.

 

 

Ainda falando desse tema que também virou um livro feito a seis mãos, sendo sua mãe uma das responsáveis, como foi fazer parte da feitura do livro junto com sua mãe?

 

Ignis:

Foi muito envolvente, pois na feitura do livro recapitulava todas as situações e mantinha o forte desejo de transmitir toda aquela enriquecedora experiência àqueles que posteriormente fossem o ler. Tal como foi uma experiência de muita sacralidade no cárcere para a orientação da terapia floral, escrever este livro com minha mãe foi um momento de muita inspiração, e desejo que o conteúdo desse livro realmente promovesse a liberdade interna. Afinal, ele é sem dúvida um convite à auto análise.

 

 

No livro e nas palestras vocês chamam as detentas de recuperandas. Qual o motivo encontrado para dar outra denominação para as mulheres dentro do cárcere?

 

Ignis:

A APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) é um sistema prisional inovador que foi fundada em 1972 em São José dos Campos por Mário Ottoboni, através de uma iniciativa de evangelizar sistemas prisionais convencionais. A APAC lida com os detentos como sendo pessoas recuperáveis, por isto são chamados(as) de recuperandos(as). Eis então uma nomenclatura da APAC.

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Tem uma parte do livro que deixa clara a evolução das recuperandas quando começa a terapia floral. Essa evolução era esperada ou tinha um certo receio do efeito que poderia acontecer com o tratamento floral? E como se encontra o projeto nesse momento?

 

Ignis:

Já esperávamos este resultado positivo. A experiência da terapia floral já vem de longo tempo, com os relatos, livros de casos, pesquisas. Embora naquele momento eu estivesse adentrando formalmente como terapeuta, mas a experiência com a terapia floral no sistema prisional me foi válida como sendo uma pós graduação, apesar de que meus pais já acumulavam uma experiência de mais de 25 anos. Ainda mais em se tratando da situação, do local em questão onde a terapia floral era aplicada, no sistema prisional APAC. As inovações e flexibilidades em relação ao sistema prisional convencional não deixam de serem um “deserto árido esperando uma gota de água”, então a terapia floral caiu naquele ambiente como sendo uma gota de água no deserto, e os resultados foram surpreendentemente rápidos e eficazes.

 

 

Qual seria a mensagem para quem procura e ainda tem receio de se medicar com a Terapia Floral? Ela inclusive já está sendo incluída em alguns hospitais do país pelo sistema do SUS. A Anvisa também está em cima testando os medicamento, e como você percebe essa fiscalização?

 

Ignis :

A Terapia Floral foi incluída no Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em 2018 através da Portaria 702 / 2018 do Ministério da Saúde, e está sendo também incluída no SUS de muitas cidades e estados através de leis específicas. Tem havido uma aceitação e expansão, de modo que a Anvisa vem cumprindo o seu papel garantindo a qualidade e a segurança dos produtos florais. Todavia, não há ainda uma regulamentação nacional, mas apenas algumas diretrizes básicas exigidas pela Anvisa.

 

Sobre Josué Júnior (292 artigos)
Josué Júnior, carioca, fotógrafo profissional pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Há mais de dez anos no mercado fotográfico com ênfase em moda e publicidade. Atualmente fotografa para o site Versão Masculina, especializado em comércio de produtos masculinos. Em sua empresa Arte foto Designer, desenvolve seu trabalho autoral, que pode ser apreciado na sua pagina : www.facebook.com/fotosjosuejunior?ref=bookmarks ,ou em seu Instagran .https://www.instagram.com/josuelbjr/

4 comentários em    Entrevista com Ignis V. Marques 

  1. Mcarolina c motta // 16/11/2019 às 12:16 pm // Responder

    Ótima entrevista ,esclarecedora cada vez mais.
    Obrigada Jr. por sua contribuição.

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  2. Lucia França // 21/11/2019 às 12:49 pm // Responder

    Excelente entrevista, cada vez mais me convenço de que os florais contribuem muito para a melhora da qualidade de vida daqueles que acreditam e fazem a terapia com os florais. Parabéns Jr.

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