Negacionismo

O negacionismo é uma palavra que vem do francês négationnisme e consiste em negar a verdade, com o objetivo de escapar de realidades desconfortáveis. Essa estratégica nefasta de negar o óbvio começou em 1950, nos Estados Unidos, pela indústria do tabaco

O negacionismo é uma palavra que vem do francês négationnisme e consiste em negar a verdade, com o objetivo de escapar de realidades desconfortáveis. Essa estratégica nefasta de negar o óbvio começou em 1950, nos Estados Unidos, pela indústria do tabaco. O projeto era simplesmente negar que o câncer de pulmão tinha relação com o tabaco. Tempos depois foi comprovado que o cigarro é um dos causadores do câncer de pulmão. Já em 1980 a onda negacionista tomou conta do movimento ambiental, negando até hoje que as indústrias e os desmatamentos não tem nada a ver com os fenômenos climáticos que acontecem com o nosso planeta.

Bolsonaro é farinha deste saco, fruto dos negacionistas. Um homem que se diz instruído, porém nada mais é que um bufão que vive repetindo as ações de seu maior ídolo, Donald Trump. Ídolo este que hoje se despede de sua cadeira presidencial de forma lamentável, sem assumir sua derrota. Ainda sem reconhecer a vitória de seu opositor Joe Biden, um democrata que terá à sua frente quatro anos de reconstrução de diversos projetos sociais parados, por causa do antigo mandatário. São diversos problemas que terá que enfrentar, mas irei pinçar dois: o primeiro são as crianças imigrantes que foram separadas de seus pais pela nova lei de imigração, aplicada por Trump e a outra é questão que está consumindo os Estados Unidos: a vacina contra o coronavírus. Lá será feita uma campanha com três ex-presidentes: Bil Clinton, George W. Bush e Barack Obama, para conscientizar a população sobre a segurança da vacina.

Infelizmente, aqui no Brasil vivemos a onda do negacionismo, que os seguidores de Bolsonaro insistem em reforçar. A vacina já vai sair e com ela a esperança de que tudo possa voltar ao normal, mas o nosso problema é o Presidente negando a ciência e propagando a ideia de que o governo não vai obrigar nenhum cidadão a tomar a vacina, ou seja, toma a vacina quem quiser. É duro ter um presidente com esta mentalidade! Em dois anos de mandato, ele não conseguiu avançar em nenhum programa que desejava. Hoje, devido aos seus problemas mentais, vendo inimigos até em sua sombra, gerou um sério atrito com João Dória, por acreditar que se trata de mais um adversário. Tudo graças ao fato de Doria já ter se posicionado como candidato à Presidência. É lamentável tal postura! A vacina já é uma realidade para a próxima semana e o Reino Unido iniciou sua campanha de vacinação através de uma atitude exemplar da Rainha Elizabeth, que sugeriu que não houvessem favorecimentos na campanha de vacinação. Posso dizer que é uma atitude digna de uma Rainha. Dessa forma, toda a Europa deve caminhar para a campanha de vacinação em massa. Aqui no Brasil, só São Paulo já tem previsão para o começo da campanha, que será em janeiro. Já o governo federal deverá começar sua campanha de vacinação em março. Fica a pergunta, quantos mais terão que morrer de covid19 para Bolsonaro entender que essa doença não é uma gripezinha? E que só a vacina irá salvar vidas e devolver a nossa rotina de ir e vir de forma normal?                   

#vemvacina         

Sobre Josué Júnior (542 artigos)
Josué Júnior, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Design é proprietário do site de conteúdo Linkezine. Registro Profissional : MTB : 0041561/RJ

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