Troquei Tudo. E daí?!

O que ficou foi uma terça-feira tensa, com Braga Neto assumindo o cargo de Ministro da Defesa e muitas especulações.

Segunda feira, 29/03/21, começa com uma movimentação associada a expectativa na troca do Ministro Ernesto Araújo. O senado queria não só a cabeça, exigia também os outros membros, como as mãos e os pés do Ministro pertencente à ala ideológica de Bolsonaro.

Ernesto Araújo foi afastado por motivos óbvios: nunca contribuiu em nada pelo desenvolvimento do Brasil e teve uma avalição no Senado desfavorável, a ponto do Senador Tassio Jereissati (PSDB) sugerir que o mesmo renunciasse seu posto de Ministro, como um sinal de favor ao país.

O Senador Randolfe Rodrigueis flagrou seu assessor Felipe Martins fazendo um sinal de “White Power” (“Poder Branco”). Os três dedos esticados formam um “W” e o indicador, unido ao polegar, formando um círculo. Após tal fato, o senador requisitou ao Presidente do Senado que o afastasse, levando-o para fora da Câmara. Essa confusão marcou o início de sua saída, no final de semana iniciado no dia 27/03/21. Acuado e perdendo forças, Ernesto Araújo agenda uma reunião, com os seus assessores, para a segunda seguinte, mas antes disto, promove uma grande confusão nas redes sociais, por causa do 5G e de quebra com a Senadora Bia Kicis. Desse jeito, saiu atirando e foi abatido.

Para toda a imprensa o problema estava resolvido, com esperança de que o Brasil, enfim, iria começar a negociar melhor as compras das vacinas e o 5G sairia da mesa de negociação, para finalmente ser uma realidade na vida dos brasileiros. Quem pensou assim estava enganado.

Bolsonaro precisa estar em evidencia e dessa vez bancou a “Rainha de Copas”, do livro “Alice no país das Maravilhas” e cortou a cabeça de 6 Ministros de uma só vez. Sem olhar direito para onde foi sua guilhotina. Atingiu em cheio o General Fernando Azevedo e Silva, Ministro da Defesa, com quem Bolsonaro vinha arando seus bigodes há tempos. Motivo simples, o general não aceitava a entrada da política, nos quarteis militares. Bolsonaro, militar expulso do exército por insubordinação, não admitia o posicionamento do general Azevedo e cobrava postura política de sua pasta e do exército. Nunca teve, e pelo visto, nunca terá! Ou melhor, nunca será!!!! E ele nunca será um presidente à altura do Brasil!

A segunda foi, provavelmente, o dia mais tenso do ano, ou pelo menos do seu mandato. Quem esperou uma troca simples de ministro pela manhã, foi dormir assombrado com a troca do Ministro da Defesa e a instabilidade que existia, caso um novo comandante de alguma força fosse apoiador do Presidente. Nos bastidores, poucas reuniões e um só sentimento, o de que as forças armadas poderiam mudar para pior o momento que o brasileiro está vivendo. E como tudo que está ruim pode piorar,  o engraçadinho do deputado federal  Major Vitor Hugo (PSL) tentou pautar uma PL 1074/2021. O projeto altera a Lei n.11.631, de 27 de dezembro de 2007, que permite a decretação da Mobilização Nacional “em casos de situação de emergência de saúde pública de importância internacional, decorrentes de pandemia e de catástrofes naturais de grandes proporções” — atualmente, o dispositivo só pode ser acionado em período de guerra, ou seja, Bolsonaro poderia, a qualquer momento, movimentar as forças armadas, ou a polícia estadual, para restabelecer a ordem pública.  Dentro dessa história existem vários elementos que, no momento, ficam para uma outra oportunidade. Esse senhor conseguiu seus 15 minutos de fama nacional e sua proposta foi, felizmente, engavetada. O que ficou foi uma terça-feira tensa, com Braga Neto assumindo o cargo de Ministro da Defesa e muitas especulações. Enquanto isso, a semana seguia e a quarta-feira chegava com a lembrança de um Brasil sofrido, com torturas, mortes, perdas, além de atrocidades que aconteceram manchando parte da nossa história. É preciso lembrar sempre dessa fase, para que nunca mais retorne o regime de “DITADURA” em nosso solo. Mesmo Braga Neto assinando uma nota oficial, onde comemora o golpe de 1964, nessa mesma nota ratifica que não há espaço para um retorno à ditadura.

Com a apresentação dos novos comandantes das forças armadas, acabaram as especulações e veio a certeza de que o brasileiro pode dormir em paz, com as três forças sem interesse em apoiar um capitão insubordinado, cujo único intuito é de ganhar uma reeleição. Que o Brasil consiga encontrar a sua paz em 2022 longe dessa extrema direita!

                                        #vacinaparatodos     

Sobre Josué Júnior (463 artigos)
Josué Júnior, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Designer, é proprietário do site de conteúdo Linkezine , @linkezine . Dentro do site abaixo é possivel ver um pouco da atuação da Arte Foto Designer no mercado : https://www.omnistore.net.br/

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