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O Mestrão de Sergio Moro

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A sabatina do novo ministro do STF teve um pouco de tudo. O fato mais inusitado partiu do celular do Senador Sergio Moro. Tudo indicava que seu voto seria contrário a indicação do Ex-ministro da Justiça Flavio Dino, mas uma mensagem de WhatsApp mudaria totalmente essa lógica. Seu assessor, apelidado de Mestrão, sugeriu ao senador que mantivesse a postura e não revelasse seu voto para evitar possíveis retaliações, afinal isso contrariaria muitos aliados da extrema direita.

Pelo que tudo indica, Moro manteve o voto a favor de Dino, em sigilo. Seu assessor Mestrão conduziu, com maestria, a conduta deste pleito pelos bastidores do Senado Federal. É lamentável ver a política brasileira ser conduzida assim. Para Moro, esse afago de votar favorável a Dino poderá beneficiá-lo no momento de seu julgamento.

Em conversas palacianas, a cassação do Senador é dada como certa. Existe uma ala que não acredita nessa possibilidade, já outra não vê a hora de Moro voltar a sua origem. O PT e o PL mantêm um processo em aberto, no Tribunal Eleitoral, que pode levar o Ex-juiz Federal de volta à casa. Nesta perspectiva, Moro poderá ser julgado pelo STF, caso perca no Tribunal Eleitoral. São tantos processos solicitados, liminares, entre outros artifícios jurídicos que Moro poderá terminar seu mandato, sem ser julgado pelo STF. Se os processos chegarem à suprema corte, o voto dado a favor de Dino, poderá ser benéfico. Pelo visto, Mestrão ao auxiliar Moro na votação avaliou seu futuro.

Para todo o Brasil, resta a pergunta: Quem é Mestrão? Linkezine explica: Conforme informações disponíveis no portal do Senado, Mestrão é Rafael Travassos Magalhães, atualmente vinculado ao gabinete do senador Sérgio Moro. Magalhães trabalhou como funcionário do Deputado Estadual do Paraná, Ricardo Arruda. 

No Paraná, Magalhães é citado em uma investigação por suspeita de envolvimento em um esquema de “rachadinha” e recebeu o apelido de “Mestrão”, pelo hábito de chamar todos de “mestre”. Moro é o único parlamentar que possui Magalhães registrado como “Mestrão”, em seu celular.

Não foi somente essa supressa que ocorreu durante a sabatina. Flavio Bolsonaro revelou que seu pai, na ocasião Presidente da República, cogitou sua ascensão a suprema corte do Brasil. Graça a Deus, Bolsonaro almejava um representante extremamente evangélico, algo que seu filho não é, nunca foi e nunca será.

Tirando o Mestrão do Moro e seu voto dúbio, já que Moro manteve uma postura sigilosa, o único botafoguense a comemorar rindo, de orelha a orelha, a virada do ano é Flavio Dino. Sua eleição no senado, ainda que apertada, foi superior à de seu colega André Mendonça dando a Dino os poderes da chacota. Que novos ventos recebam Flavio Dino em seu atual desafio.   

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