Quando o pastor evangélico Silas Malafaia propôs ao investigado, ex-presidente Jair Bolsonaro, pela operação da polícia Federal Tempus Veritatis, de que deveria ir ao público para se defender e essa defesa deveria ser grandiosa para que a sua voz fosse interpretada como um recado da parcela de votantes em suas ideias e intenções política. Malafaia, sabia pelo menos o lugar de onde deveria sair esse recado, para o pastor o reduto onde tolera a falta de cognição de seu comandado é a Avenida Paulista, um lugar onde a direita brasileira converge com a extrema-direita. Nesse dia 25, foi possível ver uma avenida lotada de brasileiros com a camisa da seleção brasileira, realizando um verdadeiro sequestro de um símbolo que pertence a todos os brasileiros. Quer usar o verde e amarelo como símbolo de patriotismo, tudo bem, mas pelo menos tenha a decência de inventar uma camisa com o movimento bolsonarista, assim fica mais fácil de identificar, os eleitores uteis que saem às ruas para ouvir um homem com deficiência cognitiva de entender o seu lugar. São Paulo foi comandada durante décadas por um partido que hoje está quase fechando as portas o PSDB, tinha em seus quadros nomes históricos da política brasileira, durante décadas vencer o PSDB em São Paulo era uma missão impossível, Tarcísio de Freitas conseguiu o feito de bater o PSDB e levar o estado. Abrindo caminho para um novo momento o bolsonarismo, vejo hoje São Paulo refém de uma onda perigosa que mistura a extrema-direita com antigos personagens do PSDB acostumado ao poder, Tarcísio demostra que está muito à vontade com a sua condição o problema é até quando. Já Ricardo Nunes o prefeito de São Paulo de olho na eleição, ao ver o mar de eleitores uteis que circularam na Paulista foi convencido que o melhor era beijar a mão do pastor e de seu novo dono, a sua ida ao evento sela seu destino para as eleições municipais de 2024. O evento retirou alguns problemas que autora estaria no carro de som, Marco do Val foi barrado, Carla Zambelli também, outras figuras problemáticas foram ceifadas do convívio de Bolsonaro, os eleitores uteis obedeceram ao chamado e não levaram cartazes que poderiam denegrir o evento e o homem com problema cognitivo, chegou ao carro de som com a bandeira de Israel em uma mensagem clara para Lula. Sinceramente, a meu ver, basta Lula pedir desculpa pela falta de sensibilidade com que tratou o tema que o levou a essa crise diplomática com Israel, essa seria a melhor forma de resolver esse problema. Bolsonaro está com medo e a operação Tempus Veritatis segue em curso e em breve veremos prisões. Não será um evento recheado de eleitores uteis que deixarão a justiça intimidada de fazer valer o que precisa ser feito. A única curiosidade dessa tarde vai para Michele Bolsonaro discursando de forma evangélica em um ato político, talvez a ex- primeira-dama precise de aulas de oratória política e Nikolas Ferreira que em seu discurso proferiu a palavra, “inimigo”, para se referir a Lula, um tanto quanto ridículo sua aparição. São Paulo precisa reverter essa imagem de extremistas nas urnas e eleger melhores políticos para a administração municipal, Ricardo Nunes representa a velha política já Tarcísio de Freitas é outro que deveria entender que ele já pode andar com suas próprias pernas e não servir de abrigo para políticos com problemas de cognição. Seguiremos daqui observando os desdobramentos desse dia.
Avenida Paulista não reflete o Brasil.

Anúncios
