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Zahi Hawass Lança Nova Petição para Repatriar o Busto de Nefertiti

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O renomado arqueólogo egípcio Zahi Hawass, antigo Ministro das Antiguidades do Egito, intensifica sua campanha pela repatriação do busto da rainha Nefertiti. Em 8 de setembro, Hawass lançou uma petição exigindo a devolução deste tesouro histórico, que atualmente se encontra no Neues Museum em Berlim, para sua terra natal, o Egito. Até o momento, a petição já acumula mais de 4 mil assinaturas.

Hawass afirma que o busto, descoberto em 1912 por uma missão arqueológica alemã em Tell el-Amarna, foi retirado ilegalmente do Egito. Para ele, é hora de trazer o artefato de volta: “É hora de ele retornar ao Egito”, declarou em comunicado no dia 7 de setembro. O busto, feito de pedra calcária e gesso pintado, é considerado um dos maiores símbolos da beleza e da realeza do Antigo Egito.

A História do Busto de Nefertiti

O busto foi encontrado em Amarna, antiga capital do Egito, construída por Akhenaton, esposo de Nefertiti e faraó da XVIII dinastia, que reinou por volta de 1335 a.C. Akhenaton, conhecido como “o rei herege”, estabeleceu o culto exclusivo ao deus Aton, rompendo com as tradições religiosas egípcias. Após sua descoberta, o busto foi enviado à Alemanha em 1913, onde permaneceu oculto durante a Segunda Guerra Mundial. Atualmente, o busto de Nefertiti está em exibição no Neues Museum, onde se tornou um ícone cultural, comparado à Mona Lisa de Leonardo da Vinci.

A obra destaca-se pela delicadeza de seus traços: o pescoço alongado, as maçãs do rosto elevadas e o sorriso enigmático, o que a transformou em um símbolo de perfeição estética. No entanto, essa perfeição levantou suspeitas ao longo dos anos, com alguns historiadores sugerindo que o busto poderia ser uma réplica, uma polêmica que ganhou força com a publicação de um ensaio do historiador suíço Henri Stierlin.

A Luta pela Repatriação

Zahi Hawass, conhecido por sua determinação, lidera uma campanha focada na devolução de três importantes artefatos egípcios: o busto de Nefertiti, a Pedra de Roseta e o zodíaco de Dendera. Para ele, esses itens pertencem à terra de origem, às margens do Nilo. Apesar de anos de negociações e pedidos, o Neues Museum ainda não comentou a recente petição.

A luta de Hawass não é nova. Em 2009, ele ameaçou interromper qualquer colaboração com o museu alemão e, em 2018, reforçou seu pedido durante uma conferência no Brasil. A questão da repatriação de artefatos históricos continua a gerar debates acalorados entre Egito e Alemanha, sem uma resolução definitiva até o momento.

Mistérios e Descobertas

Além da luta pela repatriação do busto, outra intrigante questão sobre Nefertiti permanece: a localização de seu túmulo perdido. Em 2015, o egiptólogo Nicholas Reeves, da Universidade do Arizona, sugeriu que o túmulo de Tutancâmon poderia conter uma câmara secreta onde estaria o corpo de Nefertiti. No entanto, exames mais recentes lançaram dúvidas sobre essa teoria, e o mistério continua sem solução.

Enquanto a batalha de Zahi Hawass pela repatriação do busto de Nefertiti segue sem resposta definitiva, a campanha ganha força, refletindo o desejo do Egito de recuperar uma de suas maiores relíquias e devolver à rainha o seu lugar de direito na história do país.

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