O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é a principal causa de mortes no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Estima-se que entre 300 mil e 400 mil casos de infarto ocorram anualmente no país, com um óbito registrado a cada 5 a 7 ocorrências. Esse dado alarmante reforça a importância do atendimento de urgência e emergência nos primeiros minutos após o infarto. Em caso de suspeita, a orientação é acionar imediatamente o Samu pelo número 192.
Importância da Atenção Primária à Saúde
A Atenção Primária à Saúde (APS) tem papel fundamental na prevenção das Doenças Cardiovasculares (DCV), visto que a maioria dos fatores de risco são evitáveis. A APS funciona como a porta de entrada dos serviços de saúde e coordena o cuidado contínuo do paciente. Dentro desse contexto, são promovidas atividades de Educação em Saúde, que visam incentivar hábitos saudáveis e evitar complicações como o infarto.
Segundo Ângela de Cássia Rover da Silva, referência técnica em Promoção da Saúde da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte, a APS promove o autocuidado apoiado, fundamental no controle de fatores de risco, como hipertensão e diabetes. Ela também destaca a Nota Técnica nº 11/SES/SUBRAS-SPAH-DAHUE-CGCIH/2024, que sugere o planejamento intersetorial e interdisciplinar para ações de promoção da saúde.
Tratamento de Doenças Cardiovasculares pelo SUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece um atendimento integral e gratuito para prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares. Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), os pacientes recebem acompanhamento e monitoramento de fatores de risco, como pressão alta e diabetes. Se diagnosticada uma doença cardiovascular, o paciente é encaminhado para a Atenção Especializada, que conta com mais de 300 centros de alta complexidade cardiovascular no Brasil.
Fatores de Risco e Prevenção
Os principais fatores de risco para as DCV incluem:
- Tabagismo
- Sedentarismo
- Alimentação inadequada
- Colesterol alto
- Excesso de estresse
- Histórico familiar
- Idade avançada
Esses fatores não apenas aumentam o risco de infarto, mas também contribuem para o desenvolvimento de hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), obesidade, depressão e diabetes. De acordo com o Ministério da Saúde, diabéticos e hipertensos têm de duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto.
Ações de Prevenção
Para reduzir o risco de doenças cardiovasculares, a recomendação é:
- Adotar uma alimentação saudável: rica em frutas, legumes e alimentos integrais.
- Praticar exercícios físicos regularmente.
- Evitar o consumo de tabaco e álcool em excesso.
- Gerenciar o estresse por meio de atividades relaxantes e de autocuidado.
A prevenção e o acesso aos serviços de saúde são essenciais para reduzir as taxas de infarto e outras complicações cardiovasculares.

