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Flávio Bolsonaro Critica Operação da PF Contra Grupo que Planejava Golpe: “Pensar em Matar Alguém Não é Crime”

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O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, gerou polêmica ao criticar a operação realizada pela Polícia Federal nesta terça-feira (19), que revelou planos de assassinato contra o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Flávio afirmou que, embora “repugnante”, “pensar em matar alguém não é crime”.

O Caso

A operação da PF investiga a tentativa de golpe de Estado no final de 2022. Segundo as autoridades, o grupo preso nesta terça, composto por militares e um policial federal, estava envolvido em planos para reverter o resultado das eleições presidenciais e evitar a posse de Lula.

Entre os presos está o general da reserva Mário Fernandes, ex-assessor de Bolsonaro e apontado como articulador entre o governo do ex-presidente e os manifestantes antidemocráticos.

Declarações de Flávio Bolsonaro

Em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro argumentou que não houve crime, pois, para caracterizar uma tentativa de assassinato, seria necessário que o ato tivesse sido interrompido por fatores alheios à vontade dos suspeitos. “O que não parece ter ocorrido”, escreveu.

Até o momento, Jair Bolsonaro não se manifestou sobre o caso.


Reações ao Caso

Gleisi Hoffmann (PT)

A presidente do PT classificou o caso como “extremamente grave”, ressaltando que os envolvidos eram servidores públicos treinados pelo Estado. Ela reforçou que não pode haver anistia para crimes contra a democracia.

Rodrigo Pacheco (Presidente do Senado)

Em nota, Pacheco afirmou que “não há espaço no Brasil para ações que atentam contra o regime democrático, e menos ainda para quem planeja tirar a vida de quem quer que seja”. Ele defendeu que os envolvidos sejam julgados com rigor.

Jorge Messias (Advogado-Geral da União)

Messias chamou as revelações da operação de “estarrecedoras” e reafirmou que o ataque de 8 de janeiro foi resultado de um planejamento detalhado de pessoas que “odeiam a democracia” e buscaram golpear o Estado de Direito.


Exército e Eduardo Pazuello

O Exército negou que os militares presos estivessem envolvidos na segurança do G20, onde Lula está atualmente. A instituição afirmou que não comenta processos em curso conduzidos por outros órgãos.

Já o deputado Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, confirmou que o general Mário Fernandes foi seu assessor até março de 2024. Em nota, afirmou ter tomado conhecimento da prisão pela imprensa e reforçou sua crença nas instituições brasileiras e na idoneidade do militar.


Contexto da Operação

A investigação da PF revelou áudios e mensagens que apontam para o envolvimento direto dos suspeitos com a organização de atos antidemocráticos e com planos para atentar contra a vida de líderes do governo e do STF.

O caso reforça as tensões políticas e reacende o debate sobre os limites do discurso e da ação contra a democracia. A postura de Flávio Bolsonaro gerou críticas e levantou questionamentos sobre a condução do debate político em um momento de fragilidade institucional no país.

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