Nesta quarta-feira (19), a Polícia Federal (PF) prendeu quatro integrantes da elite do Exército e um policial federal suspeitos de arquitetar um golpe de Estado após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. O grupo, segundo a investigação, chegou a planejar um atentado clandestino contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Mensagens Reveladoras no Grupo “Copa 2022”
A operação, autorizada por Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito sobre a tentativa de golpe, teve como base mensagens recuperadas de um grupo no aplicativo Signal, utilizado pelos suspeitos para evitar interceptações. O grupo, chamado “copa 2022”, era o canal de comunicação para coordenar ações clandestinas.
Nas mensagens, os investigados relatam que estavam divididos em pontos estratégicos de Brasília e prontos para uma possível tentativa de prender o ministro Moraes. Em um dos diálogos, às 20h57, um integrante questiona: “Tô perto da posição. Vai cancelar o jogo?”. Poucos minutos depois, uma liderança do grupo responde: “Abortar… Áustria… volta para local de desembarque… estamos aqui ainda…”, indicando o cancelamento da operação.
Planejamento e Tentativa de Execução
De acordo com a PF, o grupo estava mobilizado para ações clandestinas, utilizando o Signal e ligações por áudio para se organizar. Embora o conteúdo das chamadas não tenha sido recuperado, os registros indicam uma tentativa deliberada de coordenar os movimentos sem deixar rastros digitais.
Frases como “to na posição” e “abortar” reforçam a ideia de que os suspeitos estavam preparados para executar uma prisão clandestina do ministro Alexandre de Moraes, mas optaram por recuar no último momento.
Desdobramentos da Operação Contragolpe
A prisão dos cinco envolvidos é um desdobramento importante na investigação conduzida pela PF sobre as movimentações golpistas que ocorreram após as eleições presidenciais de 2022. Além do ataque ao ministro Moraes, o grupo também estaria articulando ações mais amplas para desestabilizar o Estado Democrático de Direito.
As revelações destacam a gravidade das ameaças enfrentadas pelas instituições brasileiras e reforçam a importância de medidas enérgicas para garantir a preservação da democracia no país. Novas investigações devem seguir para identificar outros envolvidos no plano golpista.

