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Prefeito de Choró (CE) É Preso e Prefeito Eleito Está Foragido em Caso de Corrupção

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O município de Choró, no Ceará, vive uma crise política após a prisão do atual prefeito, Marcondes Jucá (PT), e a fuga do prefeito eleito, Carlos Alberto Queiroz, conhecido como Bebeto Queiroz (PSB). Ambos são acusados de envolvimento em esquemas de corrupção que incluem fraudes em contratos públicos e desvio de recursos. A operação, conduzida pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), também prendeu um servidor da Secretaria de Transportes e cumpriu 35 mandados de busca e apreensão.

Fraudes em Contratos e Propinas

De acordo com o MPCE, as investigações apontam que logo no início do mandato de Marcondes Jucá, em 2017, foi decretada situação de emergência no município. Esse decreto foi usado para justificar a dispensa de licitação na contratação de um posto de combustíveis que cobrava valores muito acima dos praticados no mercado. Parte desse dinheiro teria sido desviada e redistribuída como propina para o grupo do prefeito.

O esquema envolvia o abastecimento irregular de veículos, inclusive de carros fora da frota municipal. Para ocultar os desvios, o servidor preso na operação descartava comprovantes e registrava os valores como se fossem para veículos oficiais. Empresas ligadas ao prefeito eleito, Bebeto Queiroz, também estão entre as beneficiadas pelos contratos fraudulentos, recebendo valores milionários e repassando parte dos lucros em forma de propina.

Vantagens Irregulares para Vereadores

O esquema criminoso, segundo o MPCE, incluía a concessão de vantagens ilegais para vereadores do município. Esses benefícios incluíam dinheiro, combustíveis e acesso privilegiado a serviços públicos, como marcação de exames em hospitais.

Essa rede de corrupção teria sido usada para sustentar apoio político ao grupo de Marcondes Jucá, que, após apoiar a candidatura de Bebeto Queiroz, viu seu aliado ser eleito com mais de 61% dos votos válidos.

Mandados de Busca e Apreensão

A operação do MPCE cumpriu mandados de busca e apreensão em Choró, Canindé, Quixadá e Madalena. Foram apreendidos celulares, computadores e documentos relacionados aos contratos investigados. Além disso, a Justiça determinou o encerramento imediato dos contratos da prefeitura com as empresas envolvidas no esquema, bem como o afastamento de 180 dias de Marcondes Jucá, vereadores e servidores citados nas investigações.

Os investigados podem responder por crimes como:

Crise Política e Investigação em Andamento

A situação coloca o município de Choró em uma grave crise política. O afastamento de Marcondes Jucá e a ausência de Bebeto Queiroz, que está foragido, deixam a administração pública paralisada em meio a denúncias de corrupção endêmica.

O Ministério Público segue investigando os fatos e, até o momento, as defesas dos dois políticos não foram localizadas para comentar as acusações.


O caso reforça a necessidade de maior fiscalização sobre contratos públicos e transparência nas administrações municipais. Choró agora enfrenta o desafio de reestruturar sua gestão diante das denúncias que expõem um esquema criminoso com ramificações que vão além do poder executivo local.

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