A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo estreia uma nova ferramenta de segurança durante as celebrações de Ano Novo na Avenida Paulista: um cão robô equipado com tecnologia avançada. Apelidado de ‘Leí’, o pet cibernético será utilizado pela primeira vez em um evento público de grande porte na cidade, prometendo trazer inovação e eficiência ao monitoramento de áreas com alta concentração de pessoas.
Tecnologia de Ponta
O robô conta com uma câmera frontal com reconhecimento facial, conectada ao sistema Smart Sampa, a central de monitoramento de vídeo da prefeitura. Essa tecnologia permite identificar suspeitos em tempo real e coletar imagens para análise posterior. Além disso, uma câmera panorâmica acoplada ao dorso do robô oferece visão 360°, aumentando o alcance e a eficácia no monitoramento.
O equipamento também é capaz de capturar placas de veículos, o que amplia sua utilidade na segurança pública. Sua presença no evento não apenas auxilia na identificação de possíveis suspeitos, mas também atua como um elemento de dissuasão, desencorajando ações criminosas.
Operação em Campo
O cão robô será acompanhado por uma equipe de três agentes da GCM, que operarão a até 300 metros de distância. Essa configuração garante a segurança do equipamento e permite resposta rápida em caso de ocorrências.
Segundo o inspetor Ramalho, testes realizados anteriormente em locais movimentados, como a Rua 15 de Novembro, demonstraram resultados positivos. “Onde ele vai estar, onde vai ter a câmera, os criminosos já não se aproximam mais”, afirmou.
Impacto e Futuro da Segurança
Fabricado na China pela mesma empresa que fornece as câmeras do Smart Sampa, o robô tem autonomia de bateria de duas horas, suficiente para patrulhas estratégicas durante o evento. Se a experiência for bem-sucedida, a GCM considera adquirir mais unidades para serem usadas em outros grandes eventos da cidade, como festivais e celebrações públicas.
A utilização do cão robô no Réveillon da Avenida Paulista marca um passo importante na modernização da segurança pública em São Paulo, com expectativa de que a tecnologia contribua para uma noite de celebração mais segura para os milhões de pessoas esperadas no evento.

