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Países e ONU condenam plano de Trump para Gaza

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Países e ONU condenam plano de Trump para Gaza

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A recente declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre assumir o controle da Faixa de Gaza e promover a remoção dos palestinos gerou forte rejeição internacional. Diversos países e organismos multilaterais, incluindo Nações Unidas, Brasil, França, Alemanha, Rússia, Turquia e vários Estados do Oriente Médio, repudiaram a proposta, classificando-a como uma violação do direito internacional.

Rejeição Global

ONU
O alto comissariado da ONU para refugiados descreveu a proposta de Trump como “muito surpreendente” e ressaltou que a transferência forçada de populações em território ocupado é estritamente proibida pelo direito internacional. O Escritório de Direitos Humanos da ONU reiterou a necessidade de um cessar-fogo imediato e da reconstrução de Gaza com base no direito humanitário.

União Europeia e Países Europeus
A França reafirmou sua oposição a qualquer deslocamento forçado da população palestina, alertando para os impactos desestabilizadores da medida na região. A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, condenou a proposta, afirmando que Gaza pertence aos palestinos e que qualquer solução deve respeitar sua soberania.

Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou a proposta “sem sentido” e reforçou que apenas os palestinos devem cuidar de Gaza.

vídeo: Band Jornalismo

Oriente Médio
A Arábia Saudita, através de seu príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, rejeitou veementemente qualquer tentativa de deslocamento forçado dos palestinos. O rei Abdullah da Jordânia também repudiou a proposta, enfatizando que “a Jordânia é para os jordanianos e a Palestina é para os palestinos”. A Turquia também classificou as falas de Trump como “inaceitáveis”.

Rússia
O Kremlin declarou que a solução para a questão de Gaza deve estar baseada na resolução de dois Estados, conforme previsto pelo Conselho de Segurança da ONU.

Polêmica Interna nos EUA

Dentro dos Estados Unidos, as declarações de Trump também foram criticadas. A deputada democrata e palestino-americana Rashida Tlaib chamou a proposta de “baboseira fanática” e pediu uma resposta firme do Congresso. O senador democrata Chris Murphy alertou para os riscos de um conflito prolongado no Oriente Médio caso os EUA tentem implementar tal plano.

Contexto e Repercussões

A proposta de Trump ocorre em um momento de intensa crise humanitária na Faixa de Gaza, com milhares de mortos e grande destruição após meses de conflito entre Israel e o grupo Hamas. A comunidade internacional tem defendido o respeito ao direito humanitário e a busca por uma solução diplomática que garanta a segurança de ambas as populações na região.

O plano de reassentamento proposto por Trump levanta preocupações sobre uma possível “limpeza étnica” na região, um conceito amplamente condenado pela ONU e por analistas internacionais. A Arábia Saudita reforçou que não estabelecerá laços com Israel sem a criação de um Estado Palestino, evidenciando o impacto geopolítico das declarações de Trump.

A reação internacional demonstra a ampliação do isolamento da proposta de Trump, que não encontra apoio entre aliados tradicionais dos EUA ou na própria região do Oriente Médio. A solução para a crise em Gaza continua a ser debatida globalmente, mas qualquer tentativa de remoção forçada dos palestinos enfrenta forte resistência da comunidade internacional.

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