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Café fica 50% mais caro ao consumidor em 12 meses; preço deve continuar subindo

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Café fica 50% mais caro ao consumidor em 12 meses; preço deve continuar subindo

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O preço do café segue em alta e pesa cada vez mais no bolso do consumidor. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a bebida acumulou um aumento de 50,35% nos últimos 12 meses até janeiro de 2025. Somente na variação mensal, o reajuste foi de 8,56% em relação a dezembro de 2024.

Principais causas da alta do café

A escalada de preços está diretamente ligada às condições climáticas adversas. A seca e as altas temperaturas impactaram severamente as lavouras de café no Brasil, reduzindo a produção e elevando os custos da matéria-prima. Segundo especialistas, a indústria ainda não repassou totalmente o aumento dos custos ao consumidor final, o que deve acontecer nos próximos meses.

Além disso, a guerra no Oriente Médio tem dificultado a exportação do café, aumentando o custo do transporte. O preço dos contêineres, principal meio de exportação do grão, também subiu devido a problemas logísticos.

Café do supermercado X Café da padaria

O aumento no preço do café tem sido mais acentuado nos supermercados do que em bares e restaurantes. Enquanto o pacote de café moído teve uma alta de 50,35% no acumulado de 12 meses, o café servido fora de casa subiu 10,49% no mesmo período. Em janeiro, a inflação do “cafezinho” foi de 2,71%, bem abaixo do aumento registrado nos pacotes vendidos no varejo.

Segundo José Eduardo Camargo, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), os estabelecimentos têm buscado alternativas para segurar os preços e evitar perder clientes.

O futuro do preço do café

A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) projeta que o preço do grão pode subir mais 25% nos supermercados nos próximos dois meses. Isso ocorre porque o custo da compra do café para a indústria aumentou 116,7% em 2024 em relação a 2023, mas nem todo esse impacto foi repassado ao consumidor.

A expectativa é de que os preços só comecem a cair em setembro, quando termina a colheita da atual safra. Caso o clima se mantenha estável, a projeção para 2026 é de uma safra recorde, o que pode trazer algum alívio para os consumidores.

Enquanto isso, a indústria e os produtores estudam estratégias para amenizar os impactos, como a adoção de novas embalagens com pesos variados para oferecer opções de preço mais acessíveis.

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