Procon-SP Multa Sephora em Mais de R$ 500 Mil por Falta de Entrega na Black Friday
O Procon-SP anunciou, na quarta-feira (19), a aplicação de uma multa de R$ 514.729,75 à rede de cosméticos Sephora por não entregar produtos vendidos durante a Black Friday de 2024. O órgão afirma que a empresa infringiu o Código de Defesa do Consumidor ao não cumprir os prazos de entrega e cancelar pedidos sem acordo com os clientes. A Sephora informou que está reforçando sua equipe para oferecer “total assistência” aos consumidores afetados.
Relembre o Ocorrido
No dia 29 de novembro de 2024, o Procon-SP divulgou um balanço sobre as reclamações de clientes durante a Black Friday. A Sephora – registrada juridicamente como Dotcom – figurou no topo da lista de queixas relacionadas à falta de entrega dos produtos adquiridos.
Em 14 de janeiro de 2025, 47 dias após o período de vendas, o órgão notificou a empresa sobre as falhas na entrega. O Procon-SP relatou que, ao longo de 2024, recebeu mais de 1.400 reclamações sobre a marca no setor de cosméticos.
Na ocasião da notificação, a Sephora se desculpou pelos transtornos e alegou problemas na cadeia logística. Apesar do compromisso declarado para resolver a situação, o Procon-SP concluiu que a empresa não solucionou as pendências exigidas pelos consumidores.
Motivos da Multa e Possíveis Novas Penalidades
O Procon-SP considerou diversos fatores ao aplicar a multa, incluindo a gravidade da infração e o porte econômico da empresa. Como a multa foi resultado de um processo administrativo, a Sephora ainda tem direito à defesa.
A penalidade anunciada se refere exclusivamente a clientes do estado de São Paulo. No entanto, Procons de outros estados também podem registrar reclamações e aplicar sanções adicionais contra a empresa.
Resposta da Sephora
Diante da multa, a Sephora declarou estar reforçando sua equipe de atendimento para prestar “total assistência” aos clientes afetados e evitar novos problemas semelhantes. A empresa não comentou se pretende recorrer da decisão do Procon-SP.
A situação segue em andamento, e os consumidores lesados podem continuar buscando seus direitos junto aos órgãos de defesa do consumidor.
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