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Marina Silva declara estado de emergência antecipado para incêndios no Brasil

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Marina Silva declara estado de emergência antecipado para incêndios no Brasil

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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, assinou nesta quinta-feira (27) uma portaria que estabelece estado de emergência antecipado em áreas de maior risco de incêndios florestais. A medida visa reforçar a prevenção e o combate ao fogo, com destaque para regiões vulneráveis à seca. Entre as principais ações está a contratação de 4,6 mil brigadistas especializados, um aumento de 25% em relação ao ano passado. A novidade também inclui a possibilidade de contratação de agentes indígenas e quilombolas, que possuem conhecimento aprofundado sobre os territórios e podem contribuir de forma mais eficaz com a proteção ambiental.

Ações estratégicas e planejamento faseado

O plano prevê uma abordagem estratégica e faseada ao longo do ano, considerando o avanço das mudanças climáticas e a evolução dos riscos de incêndio. Segundo o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, essa é a primeira vez que o planejamento será executado com fases distintas para cada bioma. “Teremos um planejamento estratégico alinhado à evolução do clima e ao risco de incêndio, permitindo ações mais eficazes”, explicou.

Durante uma coletiva de imprensa em Brasília, Marina Silva enfatizou a necessidade de uma abordagem científica e coordenada para enfrentar as emergências climáticas. “Com essa informação, os agentes públicos poderão tomar decisões mais assertivas e agir em conformidade com o risco estabelecido. Estamos falando de muito trabalho, ciência e um processo de reestruturação do sistema de enfrentamento a essas emergências”, afirmou a ministra.

Regiões mais vulneráveis e impactos ambientais

Com base no monitoramento de satélites do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), o Pantanal foi identificado como a região de maior risco. O bioma, que abrange os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, já teve 17,2% de sua área total afetada, colocando sua biodiversidade em sério risco.

Além disso, dados do MapBiomas revelam que, entre janeiro e dezembro de 2024, mais de 30,8 milhões de hectares foram queimados no Brasil, um aumento alarmante de 79% em relação ao ano anterior. Esse é o maior registro desde 2019. Para o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, mesmo que o cenário climático de 2025 seja um pouco menos crítico, não há espaço para relaxamento das medidas preventivas. “A situação ainda é preocupante. A La Niña deve durar pouco, e entraremos em um período de neutralidade climática, mas com muita seca. No início do ano, vimos secas severas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, e outras regiões também devem enfrentar períodos críticos. Precisamos estar preparados”, alertou Agostinho.

Compromisso com a preservação ambiental

A declaração antecipada de emergência reforça o compromisso do governo com a proteção ambiental e a preservação dos biomas brasileiros. A expectativa é de que a ampliação das equipes de brigadistas e a contratação de agentes locais fortaleçam as ações de monitoramento e combate aos incêndios, minimizando os danos ao meio ambiente e às comunidades que dependem dessas áreas para sobreviver.

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