EUA intensificam ataques contra os Houthis enquanto Trump promete retaliação implacável
Os Estados Unidos realizaram ataques militares no Iêmen no sábado, marcando uma nova fase da escalada de tensão no Oriente Médio. O ex-presidente Donald Trump declarou que os ataques contra embarcações americanas “devem parar” e prometeu “força letal esmagadora” contra os Houthis até que cessem suas investidas.
“Hoje, ordenei que o Exército dos Estados Unidos lance uma ação militar decisiva e poderosa contra os terroristas Houthi no Iêmen. Eles travaram uma campanha implacável de pirataria, violência e terrorismo contra navios, aeronaves e drones americanos e de outros países”, afirmou Trump em suas redes sociais.
O Comando Central dos EUA confirmou a ofensiva, divulgando um vídeo que mostra um caça decolando de um porta-aviões. Segundo autoridades americanas, os ataques a Sana’a foram apenas o começo, e a campanha militar pode durar semanas, dependendo da reação dos Houthis e do Irã.
Consequências e escalada do conflito
Pelo menos 13 pessoas morreram e outras nove ficaram feridas nos bombardeios, conforme relatado pela Associated Press. O ataque ocorreu poucos dias depois que os Houthis anunciaram a retomada dos ataques contra navios israelenses, em retaliação ao bloqueio de ajuda humanitária em Gaza.
Com apoio do Irã, os Houthis têm sido treinados e abastecidos por anos. Inicialmente, o grupo afirmava mirar apenas embarcações ligadas a Israel, mas os EUA alertam que agora alvos sem relação com o conflito também estão sendo atacados.
EUA, Israel e Reino Unido unidos contra os Houthis
Os EUA, Israel e Reino Unido já realizaram ataques contra áreas controladas pelos Houthis no Iêmen. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, conversou com o Ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, reforçando que os ataques a navios americanos não serão tolerados.
Em janeiro, logo após assumir a presidência, Trump redesignou os Houthis como uma Organização Terrorista Estrangeira, revertendo uma decisão do ex-presidente Joe Biden, que havia removido essa classificação em 2021.
Com o acirramento dos ataques e o envolvimento de potências globais, o futuro do Mar Vermelho segue incerto, e a escalada militar pode ter consequências ainda mais profundas no cenário geopolítico.
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