Linkezine

EUA chegam a negociação com Irã munidos de bomba antibunker mais poderosa do mundo

Anúncios

EUA chegam a negociação com Irã munidos de bomba antibunker mais poderosa do mundo

1.
2:55

Às vésperas das negociações cruciais entre Estados Unidos e Irã, previstas para este sábado (12) em Omã, Washington envia uma mensagem silenciosa — porém retumbante: sua arma não-nuclear mais devastadora está pronta para uso. Trata-se da GBU-57/B Massive Ordnance Penetrator (MOP), uma bomba antibunker de última geração, capaz de alcançar e destruir instalações subterrâneas ultra-reforçadas, como as que abrigam partes sensíveis do programa nuclear iraniano.

Pesando cerca de 14 toneladas, com poder de penetração de ao menos 60 metros antes da detonação, o MOP representa um marco tecnológico e estratégico. Seu potencial de destruição é ampliado por uma “espoleta inteligente”, capaz de identificar espaços vazios e ativar o explosivo no ponto mais vulnerável do alvo. A bomba foi desenvolvida especificamente para alcançar locais que adversários, como o Irã, acreditam ser inalcançáveis.

Apesar de intimidante, especialistas afirmam que nem mesmo o MOP seria suficiente para eliminar por completo a estrutura nuclear iraniana. Uma das instalações mais estratégicas de Teerã — localizada sob uma montanha em Natanz — teria profundidade superior a 100 metros, além de contar com proteção reforçada por sistemas antiaéreos, cercas blindadas e vigilância da Guarda Revolucionária.

Desde que os EUA abandonaram o acordo nuclear em 2018, alegando falhas no controle do programa de mísseis iraniano e no apoio a milícias na região, o Irã intensificou seus esforços atômicos. Hoje, afirma enriquecer urânio a 60%, embora inspeções recentes tenham detectado partículas com 83,7% de pureza — a poucos passos dos 90% necessários para armamento nuclear.

A dispersão geográfica e o sigilo do programa tornam qualquer operação militar um desafio logístico colossal. Ainda assim, o envio do MOP ao teatro das negociações simboliza mais do que poder bélico: representa uma ferramenta de pressão silenciosa. Em outubro passado, os EUA utilizaram bombardeiros B-2 para atacar bunkers no Iêmen — seu primeiro uso em anos. A mensagem, segundo o então secretário de Defesa Lloyd Austin, era clara: “Nenhum bunker é profundo o suficiente.”

Num momento delicado, em que a diplomacia e a dissuasão caminham lado a lado, o MOP se apresenta como peça central no tabuleiro geopolítico entre Washington e Teerã.

disponível para venda na Amazon:  https://a.co/d/0gDgs0S

 

Sair da versão mobile