Vacinar é proteger: campanha nacional contra a gripe começa nesta segunda com foco em grupos prioritários
Com mais de 73 milhões de doses disponíveis, o Ministério da Saúde quer imunizar 90% do público-alvo e evitar casos graves de influenza.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe tem início nesta segunda-feira (7), com uma meta ambiciosa: imunizar 90% dos grupos prioritários. Segundo o Ministério da Saúde, o imunizante oferecido na rede pública protege contra três cepas do vírus influenza – H1N1, H3N2 e B – e reduz drasticamente os riscos de complicações e óbitos provocados pela doença.
O foco principal são os grupos mais vulneráveis: crianças entre 6 meses e 5 anos e 11 meses, gestantes, puérperas, idosos, pessoas com comorbidades, indígenas, profissionais da saúde, da segurança, educação e transportes, entre outros. A vacina é gratuita e, em muitos casos, pode ser aplicada junto a outros imunizantes do calendário nacional.
Mais de 73 milhões de doses e uma estratégia em duas fases
Para 2025, o Ministério da Saúde adquiriu 73,6 milhões de doses da vacina. A campanha foi planejada em duas etapas, considerando os diferentes comportamentos climáticos do país:
- Março a abril: vacinação nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.
- Setembro: início da campanha na região Norte, para acompanhar o chamado “inverno amazônico”, período em que há maior circulação viral, entre setembro e novembro.
No primeiro semestre, serão distribuídas 67,6 milhões de doses para as quatro regiões iniciais. As 5,9 milhões restantes serão enviadas à região Norte no segundo semestre.
Eficácia, segurança e recado à população
De acordo com estudos citados pela pasta, a vacina contra a gripe previne entre 60% e 70% dos casos graves e mortes associadas ao vírus. A fórmula deste ano foi atualizada com as cepas mais recentes em circulação, garantindo maior proteção.
A vacina é segura e eficaz, mas tem contraindicação para crianças com menos de 6 meses e pessoas com histórico de reação alérgica grave a doses anteriores.
Em 2024, a cobertura vacinal ficou abaixo do ideal: apenas 48,89% na Região Norte e 55,19% nas demais regiões atingiram o público-alvo. Por isso, o governo federal reforça o apelo para que a população procure os postos de saúde e participe ativamente da campanha.
“A influenza e a covid-19 continuam sendo ameaças reais à saúde pública. Vacinar-se é um ato de cuidado com você e com quem está ao seu redor”, destacou o ministério.
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