Linkezine

Milei mira dólar abaixo de mil pesos após acordo bilionário com o FMI

Anúncios

Milei mira dólar abaixo de mil pesos após acordo bilionário com o FMI

1.
2:31

A Argentina deu um passo ousado na reconfiguração de sua política cambial. Após fechar um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o presidente Javier Milei sinalizou que pretende manter o dólar abaixo de mil pesos, mesmo com a adoção de um câmbio flutuante.

Na última sexta-feira (11), o Banco Central da Argentina anunciou oficialmente a criação de uma banda cambial entre 1000 e 1400 pesos, pondo fim à paridade fixa e abrindo espaço para a livre flutuação do dólar. A medida faz parte de um pacote negociado com o FMI, que garantiu ao país um aporte de 15 bilhões de dólares e estabelece como premissa a manutenção da política de déficit zero e o aumento gradual das reservas cambiais.

O movimento representa mais que uma decisão técnica: é uma guinada simbólica na gestão econômica do país. Desde 2019, a Argentina operava sob um regime de controle cambial rígido — o chamado Cepo — que limitava severamente a compra de dólares pela população e empresas. O objetivo era conter a fuga de capitais e tentar estancar a deterioração econômica.

Agora, com Milei no comando, o Cepo chega ao fim, e o país mergulha de vez no regime de câmbio flutuante. “Nosso objetivo é estabilizar a economia com fundamentos sólidos e reconquistar a confiança do mercado”, disse o presidente em entrevista recente. A fala reforça o tom liberalizante da atual administração, que aposta na retração do Estado e no enxugamento de gastos como pilares de sua estratégia.

Na prática, a cotação do dólar está sendo negociada a 1230 pesos na Bolsa de Valores do Banco Nación — dentro da nova faixa definida, mas acima do ideal desejado por Milei.

O desafio agora será manter essa cotação sob controle em meio à volatilidade interna e à pressão social, sem abrir mão das metas impostas pelo FMI. O sucesso ou o fracasso desse modelo pode ditar o rumo econômico da Argentina nos próximos anos — e terá impacto direto nos países vizinhos, como o Brasil, que mantêm relações comerciais intensas com os argentinos.

disponível para venda na Amazon:  https://a.co/d/0gDgs0S

Sair da versão mobile