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O vermelho que pulsa: restauro do MASP celebra a memória e projeta o futuro de São Paulo

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O vermelho que pulsa: restauro do MASP celebra a memória e projeta o futuro de São Paulo

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O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) acaba de concluir uma etapa emblemática do seu projeto de preservação: a repintura das vigas e pilares vermelhos do Edifício Lina Bo Bardi, obra ícone da arquitetura moderna brasileira. Essa fase, aliada ao restauro da laje do prédio, representa um marco no esforço contínuo de conservar um dos cartões-postais mais emblemáticos da cidade.

A cor vermelha dos pórticos, aplicada em 1990 por decisão da própria arquiteta Lina Bo Bardi, foi pensada não apenas como proteção ao concreto armado, mas como um gesto simbólico e vibrante — um vermelho que pulsa, que chama, que vive a cidade. Para garantir a durabilidade e fidelidade dessa tonalidade, a AkzoNobel desenvolveu um sistema de pintura de alto desempenho, alinhando tecnologia à estética.

A qualidade do material utilizado foi validada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), e todo o processo seguiu rigorosamente os critérios estabelecidos pelos órgãos de preservação do patrimônio histórico. Com apoio de patrocinadores como AkzoNobel, Citi Brasil e Instituto Levy & Salomão, o projeto avança respeitando o passado e olhando para o futuro.

Um MASP que se transforma, sem perder sua essência

Mais do que uma obra física, o restauro do Edifício Lina representa um cuidado com a memória cultural da cidade. E esse cuidado segue. A próxima fase do projeto contemplará intervenções nos bancos, jardins e na laje do belvedere — áreas que, embora discretas, completam o respiro arquitetônico do museu, dialogando com o seu entorno.

Enquanto isso, o vão livre do MASP volta a pulsar com vida. Desde 10 de abril, o espaço abriga a exposição interativa Iván Argote: O Outro, Eu e os Outros, do artista colombiano Iván Argote. A obra, composta por gangorras gigantes que reagem ao movimento dos visitantes, convida à reflexão sobre coletividade, equilíbrio e presença. É a primeira exposição no vão livre desde que o museu recebeu da Prefeitura de São Paulo a concessão definitiva do espaço.

Entre concreto e horizonte: o MASP e a nova São Paulo

O centro de São Paulo segue em transformação. Cada intervenção no MASP e no seu entorno fortalece a pulsação cultural da cidade. Entre ruas e avenidas, entre o ir e vir do cotidiano, emerge a visão de um novo tempo — onde arte, arquitetura e espaço urbano dialogam com mais acessibilidade, mais vitalidade e mais pertencimento.

O restauro do Edifício Lina Bo Bardi é mais do que manutenção. É resistência. É a celebração de uma cidade que se reinventa pela sua cultura. O futuro de São Paulo passa pelas suas ruas, suas exposições, suas memórias. E o MASP segue como protagonista dessa história viva.

 

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