Bateu o carro? Entenda quando o dano vira perda total — e o que fazer a seguir
Nem todo acidente destrói um carro por completo, mas os custos de conserto podem fazer o estrago valer mais que o veículo. Saiba como funciona a temida “PT”.
O carro pode ser companheiro diário, transporte de final de semana ou até guardado na garagem para emergências. Mas uma coisa une todos os motoristas: o medo da batida que termina em perda total.
Muita gente acredita que a perda total só acontece quando o carro fica irreconhecível. Mas não é bem assim. Mesmo com batidas moderadas e sem feridos, a seguradora pode considerar o carro irrecuperável do ponto de vista financeiro.
O que é, de fato, uma perda total?
A perda total — ou “PT”, como é chamada — ocorre quando o custo do conserto ultrapassa 75% do valor de mercado do veículo. Nesse caso, não vale a pena reparar: é mais vantajoso comprar outro.
Esse cálculo considera peças, mão de obra e outros custos associados ao conserto. A seguradora compara o total com o valor do carro na Tabela Fipe, por exemplo. Se a conta não fechar, o carro vai para leilão como sucata, e o segurado é indenizado.
Situações comuns que levam à perda total
- Batidas severas, com danos na estrutura principal
- Enchentes, incêndios ou quedas de árvores, comuns em desastres naturais
- Roubo ou furto, especialmente quando o carro não é recuperado — ou é encontrado depenado
Como a seguradora avalia o carro?
- Vistoria: um perito faz uma inspeção técnica dos danos
- Orçamento: o carro vai para uma oficina especializada, onde se calcula o custo da recuperação
- Laudo final: com base nesses dados, a seguradora decide entre o conserto ou a indenização
Caso seja decretada a perda total, o proprietário recebe o valor estipulado na apólice ou baseado na Fipe.
O que o segurado deve fazer?
Após o acidente, o primeiro passo é entrar em contato com a seguradora. É ela quem vai recolher o veículo e iniciar o processo de avaliação. Ter o auxílio de um corretor pode agilizar os trâmites.
Documentos normalmente exigidos incluem:
- Boletim de ocorrência
- CNH e documentos pessoais
- CRLV e DUT
- Comprovantes de quitação (IPVA, DPVAT, multas)
- Comprovante de pagamento (no caso de veículo financiado)
E quando sai a indenização?
Depois que toda a documentação é entregue e aprovada, o prazo legal para pagamento da indenização é de até 30 dias. Pode ser menos, dependendo da agilidade do processo.
disponível para venda na Amazon: https://a.co/d/0gDgs0S
