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Fim da escala 6×1? Nova proposta reacende debate no Congresso sobre jornada de trabalho no Brasil

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Fim da escala 6×1? Nova proposta reacende debate no Congresso sobre jornada de trabalho no Brasil

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No Dia do Trabalho, celebrado em 1º de maio, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) lançou uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pode mudar a rotina de milhões de brasileiros: a redução da jornada de trabalho com manutenção dos salários. A proposta reacende um debate acalorado que já circulava na Câmara dos Deputados desde o início do ano, impulsionado pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), e agora avança para o Senado.

A proposta da senadora sugere um modelo de jornada 4×3 — quatro dias de trabalho e três dias de descanso — uma tendência internacional que visa equilibrar vida profissional e bem-estar. Segundo Gama, a redução da jornada é um passo necessário para adaptar o Brasil ao novo mundo do trabalho, cada vez mais conectado às tecnologias emergentes e às exigências sociais contemporâneas. Ela destaca que essa medida abre espaço para que os trabalhadores tenham mais tempo livre, podendo investir em capacitação, empreendedorismo e qualidade de vida.

“O Senado precisa entrar nessa discussão sobre uma realidade já consolidada em países desenvolvidos. A diminuição da jornada é um caminho para compatibilizar sobrevivência, lazer e realização pessoal”, defendeu a senadora.

Para que a PEC avance no Senado, é preciso reunir 27 assinaturas. Gama já está em busca desse apoio.

Câmara já enfrenta resistência à proposta

Enquanto isso, a proposta semelhante da deputada Erika Hilton — que visa o fim da exaustiva escala 6×1 e uma carga semanal de 36 horas — enfrenta forte resistência na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o tema será discutido com os líderes, mas alertou que não se deve “vender sonhos” sobre a aprovação rápida do projeto.

Nos bastidores, parlamentares admitem que o texto poderá sofrer modificações para evitar travas políticas. Ainda assim, Hilton continua mobilizando apoio popular. Na última semana, convocou manifestações em todo o país em defesa da proposta, reiterando que “é hora de lutar por uma jornada digna que respeite o direito à vida”.

Durante pronunciamento oficial no Dia do Trabalho, o presidente Lula também se posicionou:

“Está na hora do Brasil dar esse passo, ouvindo todos os setores da sociedade, para permitir um equilíbrio entre a vida profissional e o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras”.

A proposta ganha, assim, novos contornos: sai da pauta técnica e entra no centro da arena política, desafiando resistências conservadoras, buscando o apoio da sociedade civil e reacendendo um debate histórico sobre o futuro das relações de trabalho no Brasil.

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