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Do namoro ao divórcio: como esfriou a relação entre Musk e Trump

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💼 Do namoro ao divórcio: como esfriou a relação entre Musk e Trump

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Se em 2024 Elon Musk foi peça estratégica na campanha de Donald Trump rumo à Casa Branca, em 2025, a despedida aconteceu quase no silêncio. O bilionário deixou o comando do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) de forma discreta, sem conversa formal com o presidente e com um simples agradecimento nas redes.

O afastamento se concretizou dois dias antes do prazo legal de 130 dias no cargo. A saída ganhou um tom ainda mais simbólico por ter ocorrido logo após Musk criticar abertamente um projeto fiscal de Trump, que poderia elevar os gastos públicos — sinalizando desgaste político.

A relação entre os dois, embora antiga, ganhou contornos intensos nos últimos anos. Em março de 2024, Musk negava apoio financeiro ao então pré-candidato republicano. Meses depois, tornou-se o principal financiador da campanha, injetando mais de US$ 200 milhões nos cofres do partido.

Durante o período eleitoral, Musk esteve nos palanques, atacou adversários democratas, compartilhou vídeos controversos e exaltou Trump nas redes. Chegou a afirmar que o republicano era “um cara bom” e “forte”, enquanto Trump o chamava de “supergênio” em seu discurso da vitória.

O ápice da relação veio com a nomeação de Musk ao DOGE, um cargo de confiança voltado ao combate a fraudes e desperdícios no governo. Mas, com o tempo, o tom mudou.

Nas primeiras semanas do novo governo, o bilionário começou a demonstrar incômodo com decisões da administração, especialmente relacionadas à economia. A ruptura se concretizou sem discursos, mas com um claro distanciamento estratégico.

Relatos indicam que Musk ameaçou retaliar senadores que se opusessem às escolhas de Trump para o gabinete. A pressão foi interpretada por aliados como um sinal de que o bilionário ambicionava mais poder — o que teria desagradado a cúpula republicana.

O gesto mais controverso veio na posse, quando Musk foi filmado fazendo um movimento que foi comparado a uma saudação nazista, o que gerou repercussão negativa internacional.

Agora, com a cadeira no DOGE vazia e a relação esfriada, resta saber qual será o próximo passo de Musk na política americana — e como Trump lidará com a perda de seu maior apoiador financeiro.

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