Trump declara guerra interna e promete “libertar” Los Angeles com tropas 🇺🇸🔥
Em um dos discursos mais agressivos de seu segundo mandato, o presidente Donald Trump adotou uma retórica de confronto interno nesta semana ao se dirigir a tropas no Fort Bragg, na Carolina do Norte. Diante de soldados em formação, o líder americano prometeu “libertar” a cidade de Los Angeles, classificada por ele como “tomada por inimigos” e “devastada pela ilegalidade”.
A fala do presidente marcou a abertura oficial das comemorações pelos 250 anos do Exército dos EUA, mas o tom foi tudo, menos cerimonial. Trump apresentou um país sitiado por forças internas — inimigos invisíveis que, segundo ele, estariam promovendo o caos em redutos democratas como Nova York, Chicago e Atlanta.
“Não permitiremos que uma cidade americana seja invadida e conquistada por um inimigo estrangeiro. É isso que eles são”, afirmou, referindo-se a migrantes e grupos progressistas que protestam contra sua política. O presidente ainda ameaçou recorrer à Lei da Insurreição, de 1807, que autoriza o uso das Forças Armadas em casos de agitação civil.
⚔️ Ao lado de generais e fuzileiros, Trump encenou um verdadeiro ato de guerra contra um “inimigo interno”, sendo ovacionado por militares aos gritos de seu nome. Para os presentes, prometeu reforçar o arsenal e erradicar a chamada ideologia “woke”, termo usado por conservadores para criticar movimentos de inclusão e diversidade.
A escalada da tensão
A escalada militar de Trump coincide com uma onda de protestos que toma diversas cidades americanas. Em Los Angeles, um toque de recolher foi decretado após confrontos entre manifestantes e forças de segurança. A resposta do presidente foi autorizar o deslocamento de 4 mil soldados da Guarda Nacional e 700 fuzileiros navais para o estado da Califórnia.
Seu principal alvo político é o governador Gavin Newsom, a quem acusou de “comprar insurgentes” ao lado da prefeita de Los Angeles, Karen Bass. Ambos condenaram a federalização das tropas e classificaram a medida como “teatro político” e “abuso flagrante de poder”.
🎖️ O discurso de Trump também serviu de prévia para a celebração de seu 79º aniversário, neste sábado, que coincidirá com um desfile militar em Washington. Protestos contrários já estão programados em várias partes do país — e, segundo o presidente, serão enfrentados com “força bruta”, se necessário.
Para analistas, a retórica bélica do presidente sinaliza uma tentativa de consolidar seu apoio entre os militares e endurecer a polarização política no país. O risco? A crescente militarização do território americano e o enfraquecimento do debate democrático, em um cenário cada vez mais tensionado.
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