⚡ Furto de energia cresce em 2024 e gera rombo bilionário nas contas de luz
O Brasil enfrenta um desafio crescente no setor elétrico em 2024: o furto de energia elétrica, conhecido como “gato”, alcançou 16,02% da energia distribuída na baixa tensão, segundo relatório da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). O número revela uma alta leve, mas significativa, frente aos 15,75% registrados em 2023, e gera impactos que ultrapassam os R$ 10 bilhões.
As perdas não técnicas, como são chamados os furtos de energia, concentram-se em poucas distribuidoras. Só a Amazonas Energia e a Light, do Rio de Janeiro, foram responsáveis por 34,1% das irregularidades mapeadas. No total, as dez empresas com os maiores índices responderam por 74% das perdas no país.
💡 No caso da Amazonas Energia, a causa central é a crise financeira enfrentada pela companhia. A Aneel já aprovou sua transferência de controle para a Âmbar Energia, ligada ao grupo J&F. No Rio de Janeiro, o principal obstáculo é a criminalidade, que dificulta o combate às ligações clandestinas em áreas sob domínio de facções ou milícias.
📊 Ranking das maiores perdas de energia (percentual x limite regulatório):
- Amazonas Energia: 123,2% (limite: 58,3%)
- Light (RJ): 71,78% (39,32%)
- Equatorial Amapá: 44,12% (42,75%)
- Enel RJ: 37,93% (22,84%)
- Equatorial Pará: 36,97% (33,73%)
(Demais distribuidoras listadas ao final)
🔍 A Aneel também avaliou o grau de dificuldade socioeconômica de cada região para conter os furtos. O maior índice ficou com a Equatorial Amapá, seguida por Pará, Amazonas, Light e Neoenergia Pernambuco.
🎯 Medidas para reduzir o problema
Para tentar reduzir os furtos, o governo federal aposta na expansão da tarifa social por meio da MP 1300/2025. A proposta prevê gratuidade para famílias de baixa renda que consumirem até 80 kWh/mês, o que pode atenuar os índices de inadimplência e irregularidades.
A expectativa é que, com menos famílias pressionadas por contas elevadas, haja redução no número de furtos e nos custos operacionais das distribuidoras, como desligamentos e fiscalizações de ligações clandestinas.
💸 O prejuízo vai para a conta do consumidor?
Em partes, sim. As distribuidoras compram a energia das geradoras, e quando há furto, perdem receita. Aneel calcula que os prejuízos em 2024 chegaram a R$ 10,3 bilhões. Embora existam limites regulatórios que impedem o repasse total aos consumidores, parte dos custos acaba embutida nas revisões tarifárias.
🚨 Furto de energia é crime
A prática pode ser enquadrada como furto (art. 155) ou estelionato (art. 171), ambos do Código Penal, com penas que vão de 1 a 5 anos de prisão, além de multa. Além disso, as ligações irregulares expõem moradores ao risco de acidentes graves, como choques, incêndios e energização de cabos de telefonia.
📌 Diferença entre perdas técnicas e não técnicas
- Perdas técnicas: ocorrem naturalmente na distribuição de energia e são previstas nos cálculos tarifários.
- Perdas não técnicas: decorrem de furtos ou fraudes, como ligações clandestinas ou adulteração de medidores.
⚠️ Outras distribuidoras com altos índices de perdas:
- Neoenergia Pernambuco: 22,2%
- Energisa Rondônia: 20,83%
- Enel Ceará: 18,42%
- Celesc SC: 13,34%
- Energisa MT: 12,72%
O combate ao furto de energia é um dos principais desafios do setor elétrico, com impactos diretos na conta de luz dos brasileiros e na segurança das comunidades. Com políticas públicas e ações integradas, governo e distribuidoras tentam virar esse jogo ⚠️⚡
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