Minas terrestres ainda matam crianças na Síria e desafiam a ajuda humanitária 🧨🧒
Mesmo com o fim dos grandes combates, o leste da Síria continua um campo minado — literalmente. Em Deir ez-Zor, uma das regiões mais afetadas pela guerra, famílias que retornam para suas casas encontram um inimigo invisível: minas terrestres e restos explosivos não detonados. O resultado é devastador: crianças mortas, jovens mutilados e vidas suspensas.
Entre 28 de maio e 1º de junho, quatro explosões resultaram em oito vítimas, incluindo quatro crianças mortas. Os incidentes mostram como o perigo persiste mesmo após o recuo da violência armada. De acordo com Médicos Sem Fronteiras (MSF), dois em cada cinco feridos por explosivos são crianças. As minas estão em campos, estradas e até em instalações de saúde.
“Atendemos quase um paciente por dia vítima de explosões”, afirma Will Edmond, coordenador-geral da MSF na Síria. “Dois em cada cinco são crianças, muitas com ferimentos graves ou amputações.”
A MSF conseguiu reabrir o pronto-socorro do hospital nacional de Deir ez-Zor e também uma sala de emergência em Al-Bukamal, atendendo a população que sofre com a falta de infraestrutura, transporte caro e atendimento limitado. Muitos pacientes chegam tarde demais — quando já não é possível salvar um membro ou até a vida.
⚠️ Histórias que comovem e escancaram o perigo
Um dos casos mais simbólicos é o de Ahmad, um adolescente que perdeu parte das duas pernas enquanto cuidava de ovelhas no deserto. “Agora me sinto triste porque não posso mais correr”, contou. “Mas gosto de jogar bolinha de gude e andar de moto.” Outros jovens do seu vilarejo, Hawaij, passaram pelo mesmo.
Outro sobrevivente, Ali Abd Khalaf, perdeu a perna esquerda após pisar em uma mina ao lado do irmão. Ele foi socorrido, mas sua família precisou pagar o equivalente a R$ 440 para atendimento inicial antes de conseguir levá-lo ao hospital com apoio da MSF.
A província de Deir ez-Zor concentra mais de um quarto dos casos de explosões por restos de guerra registrados na Síria. Crianças continuam sendo as principais vítimas — muitas atingidas enquanto brincavam ou ajudavam nas tarefas do campo.
🚨 O que precisa ser feito?
Organizações como a MSF alertam para a necessidade urgente de remover as minas terrestres, ampliar o mapeamento das áreas contaminadas e fortalecer o sistema de atendimento médico — especialmente em regiões mais isoladas. Além disso, o apoio psicológico e a reabilitação física são fundamentais para que os sobreviventes reconstruam suas vidas.
A ajuda humanitária precisa de mais recursos, mais acesso e mais ação coordenada. A segurança do povo sírio — especialmente de suas crianças — não pode esperar.
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