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Chuvas extremas se multiplicam e expõem Brasil a crise climática sem precedentes

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🌧️ Chuvas extremas se multiplicam e expõem Brasil a crise climática sem precedentes

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Entre 2020 e 2023, o Brasil foi atingido por mais de 7.500 desastres climáticos relacionados a chuvas, revelando uma escalada alarmante na frequência e na gravidade desses eventos. Segundo o estudo Temporadas das Águas: o Desafio Crescente das Chuvas Extremas, lançado nesta terça-feira (1º), o número é 320% superior ao total registrado em toda a década de 1990.

A pesquisa, coordenada pelo programa Maré de Ciência da Unifesp em parceria com a Unesco, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a Fundação Grupo Boticário, integra a série Brasil em Transformação e expõe com dados concretos os impactos crescentes das mudanças climáticas no país.

🌍 Uma curva ascendente de risco climático

Desde 1991, o Brasil acumula 26.767 eventos extremos relacionados à chuva, com aumento vertiginoso a partir dos anos 2000 e picos de severidade a partir de 2020. Na década atual, a média anual de registros é 7,3 vezes maior do que nos anos 1990.

Hoje, 4.645 municípios já foram atingidos por algum tipo de desastre vinculado à chuva — número que corresponde a 83% das cidades brasileiras. Nos anos 1990, esse índice era de apenas 27%.

Os eventos mais comuns são enxurradas (55%) e inundações (35%), dentro do grupo de desastres hidrológicos, e chuvas intensas (75%) entre os meteorológicos. Deslizamentos de solo dominam a categoria geológica, com 91% das ocorrências.

👥 Impacto humano sem precedentes

O número de brasileiros afetados por esses desastres saltou de 400 mil na década de 1990 para 91,7 milhões entre 1991 e 2023 — um aumento de 82 vezes. Somente o desastre de 2024 no Rio Grande do Sul impactou 2,4 milhões de pessoas, elevando a média anual de afetados para 6,8 milhões.

“Esse aumento não apenas evidencia a frequência, mas também a gravidade dos desastres. É urgente implementar medidas de adaptação e proteção às populações vulneráveis”, alerta Ronaldo Christofoletti, da Unifesp.

💰 Rastro bilionário de prejuízos

Os danos econômicos também se multiplicaram: entre 1995 e 2023, as perdas somaram R$ 146,7 bilhões. Só em 2024, o desastre no Sul acrescentou R$ 88,9 bilhões, elevando os prejuízos desta década para R$ 132 bilhões123 vezes mais do que nos anos 1990.

A maior parte dos prejuízos foi privada (83%), afetando principalmente a agricultura (47%) e o comércio (30%). No setor público, os maiores danos foram sentidos no transporte (52%), saneamento (28%) e educação (8%).

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