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🎤 Morre Arlindo Cruz, ícone do samba e mestre dos batuques do Brasil

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🎤 Morre Arlindo Cruz, ícone do samba e mestre dos batuques do Brasil

 

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O Brasil amanheceu mais silencioso nesta sexta-feira (8), com a notícia da morte de Arlindo Cruz, um dos maiores nomes do samba nacional. O cantor, compositor e multi-instrumentista faleceu no hospital Barra D’Or, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, aos 66 anos. A informação foi confirmada por sua esposa, Babi Cruz.

Desde 2017, Arlindo enfrentava sérias sequelas após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. Ao longo desses últimos anos, passou por internações recorrentes, longe dos palcos, mas sempre presente na memória e no coração dos amantes do samba.

🎶 Um legado que vai além da música

Nascido em 14 de setembro de 1958, no Rio de Janeiro, Arlindo Domingos da Cruz Filho começou a tocar cavaquinho ainda criança e, aos 12 anos, já dedilhava canções de ouvido. Aprendeu violão ao lado do irmão Acyr Marques e estudou teoria musical na juventude.

Arlindo despontou na roda de samba do Cacique de Ramos, onde dividiu palco com Jorge Aragão, Almir Guineto, Beth Carvalho e Zeca Pagodinho. Seu talento como compositor rapidamente chamou atenção: teve músicas gravadas por grandes nomes da música brasileira como Alcione, Beth e Zeca, com quem formaria uma das parcerias mais frutíferas do samba contemporâneo.

🥁 Fundo de Quintal, carreira solo e mais de 550 sambas

Ao substituir Jorge Aragão no grupo Fundo de Quintal, Arlindo ganhou ainda mais destaque. Foram 12 anos na formação, com sucessos como “Seja Sambista Também” e “Só Pra Contrariar”. Depois, seguiu carreira solo e se consolidou como referência absoluta no samba.

Segundo seu site oficial, Arlindo teve mais de 550 sambas gravados por diversos artistas e deixou sua marca também nos desfiles de Carnaval, especialmente pelo Império Serrano, onde venceu várias disputas de samba-enredo.

Lançou DVDs aclamados como “MTV Ao Vivo” e “Batuques do Meu Lugar”, com participações especiais de Alcione, Caetano Veloso e Zeca Pagodinho. Seus discos misturavam o lirismo romântico com a cadência do partido-alto — um verdadeiro artesão do ritmo brasileiro.

🖤 Um sambista do povo

Arlindo era mais que músico: era cronista do cotidiano, poeta das vielas e voz de uma geração. Em uma de suas últimas aparições na TV, demonstrou amor incondicional ao samba e ao Flamengo, seu time de coração. Mesmo longe dos palcos, sua presença era celebrada por fãs, músicos e escolas de samba — em 2023, foi homenageado como enredo no desfile do Império Serrano.

A morte de Arlindo Cruz representa a perda de uma das maiores vozes e mentes criativas da música brasileira. Seu legado, no entanto, permanece vivo a cada batida de tambor, a cada roda de samba, a cada verso que ressoa nos becos e avenidas do país.

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Arlindo Cruz morre aos 66 anos e deixa legado eterno no samba 🎶🖤
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