🦟🚨 Dengue e chikungunya afetam negros e indígenas com maior desigualdade
Um estudo inédito da Fiocruz, publicado na revista The Lancet Regional Health Americas, revelou um dado alarmante: negros e indígenas perdem, em média, 22 anos de vida ao morrerem por dengue ou chikungunya no Brasil, enquanto pessoas brancas perdem cerca de 13 anos.
👉 Segundo o pesquisador Thiago Cerqueira-Silva, líder do estudo no Cidacs/Fiocruz Bahia:
“A motivação do estudo nasce à medida em que enxergamos que há desigualdades no Brasil e medimos o quanto isso reflete na vida das pessoas que adoeceram por dengue ou chikungunya.”
📊 O impacto em números
- Mais de 13 milhões de casos de dengue e 1 milhão de chikungunya foram analisados.
- Jovens do Norte e Nordeste concentram mais anos de vida perdidos que os do Sul e Sudeste.
- Crianças menores de 1 ano e idosos estão entre os mais vulneráveis.
- Pessoas com diabetes e hipertensão também correm maior risco de complicações fatais.
🌍 Desigualdade estrutural
Para Cerqueira-Silva, os resultados expõem um problema estrutural de saúde pública, em que barreiras de raça, classe e gênero tornam certas populações mais vulneráveis.
Os pesquisadores defendem políticas públicas que considerem diferenças regionais e étnicas:
“Uma política pode parecer um sucesso na média nacional, mas pode estar falhando em cuidar de grupos específicos.”
🔎 Colaboração internacional
O estudo contou com apoio da London School of Hygiene and Tropical Medicine (LSHTM) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Além disso, reforça a importância do Plano de Ação para Redução da Dengue e outras Arboviroses como estratégia nacional, mas alerta: é preciso ir além de médias nacionais para enfrentar a desigualdade de forma real.

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Fiocruz revela: dengue e chikungunya tiram mais anos de vida de negros e indígenas 🦟🚨 #Saúde #Desigualdade #linkezine