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🎭🔥 Wagner Moura traz Ibsen ao presente em “Um Julgamento” no CCBB-RJ ✨

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🎭🔥 Wagner Moura traz Ibsen ao presente em “Um Julgamento” no CCBB-RJ ✨

Versão livre que revisita “Um Inimigo do Povo”

Wagner Moura retorna aos palcos após 16 anos e transforma o Centro Cultural Banco do Brasil — Teatro II em um campo de disputa entre ética, verdade e poder. Em “Um Julgamento”, encenado por Christiane Jatahy e assinado dramaturgicamente por Moura com Lucas Paraizo, o clássico de Henrik Ibsen ganha uma reescrita que empurra as questões do século XIX para o agora: fake news, ciência em xeque, ecologia e o embate entre moral pública e interesses econômicos.

A matriz é conhecida: Thomas Stockmann descobre a contaminação das águas de um balneário e, ao denunciar o risco sanitário, se vê condenado pela própria comunidade, que prioriza ganho econômico. Jatahy não faz mera adaptação; propõe um novo texto que parte do fim de Ibsen e imagina o momento em que Stockmann seria julgado. O tribunal do espetáculo é funcional e despojado de juristas profissionais — são os próprios personagens, e o público, que compõem o veredito.

O espetáculo surge de uma sinergia de dois anos entre Moura e Jatahy, e chega ao Rio depois de temporada em Salvador (3 a 12 de outubro). A montagem reúne elementos teatrais clássicos e recursos audiovisuais que atuam como provas, compondo uma dramaturgia em que o cinema e o digital dialogam com a cena ao vivo. A cenografia e a iluminação de Thomas Walgrave e os figurinos de Marina Franco reforçam esse tribunal híbrido: entre o familiar e o institucional, entre o íntimo e o público.

No centro, Stockmann (interpretado por Moura) pede reparação e sustenta sua ética diante de um júri que mistura família e política — encenada na disputa com Peter Stockmann (Danilo Grangheia). Julia Bernat vive Petra, filha que representa a tensão entre laços afetivos e lealdades públicas. As falas atravessam o presente: aqui o combate ao discurso factual distorcido encontra ecos no papel do jornalismo e na necessidade de espaços de deliberação pública.

“Um Julgamento” não finge neutralidade; propõe reflexão. Em um momento em que verdades competem com versões, a peça reconvida o espectador a ponderar sobre responsabilidade, ciência e os custos de defender o bem coletivo. A temporada no Rio vai até 3 de novembro, e os ingressos têm esgotado rapidamente — sintoma de que, no teatro, Ibsen reaparece necessário e incômodo.

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🎭🔥 Wagner Moura volta aos palcos em “Um Julgamento”, versão contemporânea de Ibsen que debate verdade, ciência e poder no CCBB-RJ. Teatro que cutuca — e provoca. Ingressos voando!

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