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🎯 “Invisíveis Marias”: quando a dor se transforma em voz e resistência 🔥

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🎯 “Invisíveis Marias”: quando a dor se transforma em voz e resistência 🔥

Juíza do TJDFT transforma vivências reais em contos que ecoam empatia e denúncia.

Em cada audiência, uma mulher sentava-se diante da juíza, o olhar carregado de medo e de histórias não contadas. Durante mais de uma década à frente do Juizado de Violência Doméstica, a Dra. Rejane Suxberger, magistrada do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, mergulhou no cotidiano de vítimas que buscavam na Justiça o amparo para recomeçar.
Dessas vivências nasceu “Invisíveis Marias: histórias além das quatro paredes”, obra que une realidade e ficção para revelar o silêncio que habita muitos lares brasileiros.

Reeditado e ampliado pelo Grupo Editorial Caravana, o livro ganha nova vida com o lançamento marcado para 17 de novembro, em Fortaleza, durante uma Roda de Conversa sobre conscientização e prevenção da violência de gênero.
Mais que literatura, o título é um espelho social — uma denúncia poética que costura memória, dor e esperança.

Ao longo de dez anos e cerca de dez mil processos, Rejane ouviu mulheres dilaceradas não apenas no corpo, mas na alma. “Nunca encontrei uma vítima inteira”, relata. A juíza revela que as marcas da violência ultrapassam a sentença e alcançam o invisível: a culpa, a vergonha, o medo. Em suas palavras, “as angústias que me acompanhavam até em casa transformaram-se em combustível para dar voz às silenciadas”.

Os contos de Invisíveis Marias expõem o retrato cru de uma cultura ainda moldada por estigmas. De um lado, mulheres desqualificadas, tratadas como propriedade; do outro, agressores que se dizem injustiçados pela Lei Maria da Penha. Entre ambos, a literatura surge como ponte — e resistência.

“Cada história é um alerta”, afirma Rejane. “Espero que outras mulheres reconheçam os sinais e encontrem coragem para romper o silêncio.”
O livro, além de documento emocional, é convite à empatia e reflexão. Uma leitura necessária sobre o que há por trás das portas fechadas — e das cicatrizes que o tempo não apaga.

✨ Dor que vira voz. “Invisíveis Marias” expõe o silêncio e transforma denúncia em literatura potente. Um grito em forma de conto.   #ViolenciaContraMulher #LiteraturaFeminina #EmpatiaSocial #MulheresQueInspiram

 

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