🌍🔥 COP30 deixa “mapa do caminho” de fora, mas Brasil anuncia roteiro próprio
Presidência brasileira opta por lançar plano paralelo para o fim dos fósseis
O amanhecer deste sábado (22) encontrou os corredores da Blue Zone ainda pulsando após longas horas de negociações. Entre movimentações aceleradas e delegações revisando documentos de última hora, André Corrêa do Lago — presidente da COP30 — anunciou uma decisão que redesenha as expectativas da Conferência do Clima em Belém: o aguardado “mapa do caminho” para o fim dos combustíveis fósseis ficará fora dos textos finais oficiais.
Em entrevista ao Amazônia Vox, Corrêa do Lago foi direto: o roadmap existirá, mas como iniciativa da presidência brasileira, e não como cláusula formal da COP. “A gente vai anunciar. O roadmap vai ser uma iniciativa da presidência brasileira. Não fica no texto”, afirmou, enquanto caminhava pelos corredores após mais de cinco horas de discussão na madrugada.
A decisão surpreendeu parte dos observadores, especialmente porque o “mapa do caminho” havia se tornado o ponto mais comentado da conferência. O rascunho divulgado na sexta-feira (21) foi duramente criticado — com ambientalistas classificando-o como “fraco”, “furado” e até “uma traição à ciência”. A ausência de menção aos combustíveis fósseis, amplamente reconhecidos como motores do aquecimento global, inflou a pressão sobre mediadores e ministros presentes em Belém.
Mesmo assim, Corrêa do Lago demonstrou otimismo. A plenária final, marcada para as 10h deste sábado, deve aprovar “muitos documentos”, segundo ele. Entre os avanços, destacou o financiamento para adaptação climática, considerado um dos temas mais sensíveis da agenda internacional. Ainda assim, as negociações sobre valores, fontes e regras de distribuição permanecem abertas, refletindo as divisões persistentes entre países ricos e nações vulneráveis.
A diplomacia climática seguiu fervendo fora do Brasil também. Na véspera, a Colômbia anunciou uma conferência internacional dedicada à eliminação gradual dos combustíveis fósseis, marcada para abril de 2026, em parceria com a Holanda. O gesto pressiona ainda mais por avanços concretos — e reforça a percepção de que a COP30, apesar de seus atrasos, segue carregando expectativas globais.
Com mais 11 meses à frente das negociações até a COP31, na Turquia, a presidência brasileira promete usar o período para estruturar o roadmap que ficou fora dos textos. A expectativa é que esse documento paralelo funcione como uma bússola política, mesmo sem caráter vinculativo.
O Brasil vai lançar seu próprio roadmap para o fim dos combustíveis fósseis após o tema ficar fora dos textos finais da COP30. #Clima2025 #SustentabilidadeAgora #COP30 #EnergiaLimpa
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