🌿📚 “Mangue” chega ao Tomie Ohtake com show gratuito da Grand Bazaar
Novo volume da coleção Caderno-ensaio mergulha em ecologia, cultura e memória.
No próximo sábado, 29 de novembro, o Instituto Tomie Ohtake lança o Caderno-ensaio 4: Mangue, publicação que celebra dois anos de uma coleção que vem oxigenando debates sobre cultura, território e urgências ambientais. A festa começa às 17h, no Grande Hall, com show gratuito da banda Grand Bazaar, cuja mistura de sonoridades mediterrâneas, balcânicas, brasileiras e pop ecoa o espírito híbrido que atravessa o livro.
Após edições dedicadas a temas como Barro, Palavra — vencedor do Prêmio Jabuti em Design Gráfico — e Povo, o novo volume toma o manguezal como metáfora e matéria viva. Mais que um bioma essencial para o equilíbrio climático, o mangue surge como imagem potente das encruzilhadas contemporâneas: lugar de mistura, resistência, instabilidade e criação. Suas camadas servem de fio condutor para reflexões que transitam entre ciência, arte, memória e espiritualidade.
Reunindo textos, ensaios visuais, receitas, narrativas poéticas e reflexões científicas, Mangue conecta, em 208 páginas, discussões sobre clima, cosmologias afro-atlânticas, linguagens em transformação e práticas coletivas que ressoam a força desse território. Entre os autores estão a bióloga Yara Schaeffer-Novelli, o oceanógrafo Angelo Fraga Bernardino e a marisqueira e líder comunitária Sandra Regina Pereira Gonçalves, que abordam as mudanças recentes no ecossistema diante da crise climática.
O livro também abre espaço para a música afro-atlântica com textos de Goli Guerreiro e Fred Zero Quatro, enquanto a jornalista Martihene Oliveira revisita memórias de rios e mangues do Recife. A curadora Ana Roman aprofunda a noção de museu-mangue e museu-arquipélago, propondo perspectivas contracoloniais e digitais. A dimensão poética surge em escritos de João Cabral de Melo Neto, Édouard Glissant, Carlinhos de Tote, Robson Renato e João do Cumbe, ampliando o repertório sensível da publicação.
O volume inclui ainda oito ensaios visuais, produzidos por artistas de diferentes origens, como Aislan Pankararu, Kelly Sinnapah Mary, Rayana Rayo e Rivane Neuenschwander. As imagens funcionam como mapas e paisagens que tensionam e reinventam o mangue sem reduzi-lo a mera ilustração.
Um dos destaques é o forte compromisso com acessibilidade: há encarte em braile, versão digital acessível, audiodescrição de imagens, locução completa dos textos, paisagem sonora original e vídeo em Libras. A proposta é ampliar a fruição e transformar a leitura em experiência multissensorial.
Com distribuição gratuita para educadores da rede pública e preço popular no lançamento, Mangue reforça a vocação do Instituto Tomie Ohtake de democratizar acesso e estimular novas formas de pensar território, cultura e futuro — um convite para mergulhar, sem pressa, nos fluxos vivos que atravessam o manguezal.
O Tomie Ohtake lança Mangue, novo volume da coleção Caderno-ensaio, com show gratuito da Grand Bazaar. Um mergulho sensorial no ecossistema e na cultura. 🌿📚 #CulturaContemporânea #ArteECologia #TomieOhtake #Mangue2025
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