O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand encerra 2025 com um marco histórico: 1 milhão de visitantes ao longo do ano, número inédito em sua trajetória. Mais significativo ainda é o dado que acompanha a conquista — 55% do público acessou o museu gratuitamente, reforçando o compromisso da instituição com a democratização da cultura em um período de profundas transformações estruturais e curatoriais.
O recorde não acontece por acaso. Em março, o MASP inaugurou o Edifício Pietro Maria Bardi, dobrando sua área física e se consolidando como um verdadeiro complexo cultural no coração da Avenida Paulista. O novo prédio ampliou as possibilidades de uso do museu ao integrar cinco novas galerias expositivas, salas multiuso, espaços educativos, restaurante, café, laboratório de conservação e áreas de acolhimento. As exposições inaugurais, reunidas sob o título Cinco Ensaios sobre o MASP, abriram ao público um acesso ampliado ao acervo, propondo novas leituras da própria história da instituição.
Outro ponto decisivo para o crescimento de público foi o início da gestão do Vão Livre, após concessão da Prefeitura de São Paulo. Mantido como praça cívica aberta e de livre circulação, o espaço ganhou uma programação intensa e plural. Ao longo do ano, foram realizadas 115 atividades culturais, incluindo apresentações musicais, cinema, performances, práticas esportivas, oficinas, dança, slam e atividades infantis. O local também recebeu a instalação interativa O outro, eu e os outros, do artista colombiano Iván Argote, que convidou os visitantes a refletirem sobre convivência, coletividade e espaço público.
A atuação no Vão Livre foi além da programação cultural. Com recursos próprios e parcerias, o MASP investiu em infraestrutura urbana, iluminação, segurança, manutenção e wi-fi gratuito, além de tecnologia para mensurar o fluxo de visitantes, ampliando a transparência e o planejamento do espaço.
No campo expositivo, 2025 também entrou para a história com A ecologia de Monet, que se tornou a mostra mais visitada já realizada pelo museu. Entre maio e setembro, a exposição recebeu 502.642 visitantes, superando recordes anteriores como Tarsila Popular (2019) e Monet: O Mestre do Impressionismo (1997).
Mais do que números, o ano confirma uma virada institucional: o MASP se reafirma como museu, praça, centro cultural e espaço de convivência — um organismo vivo em diálogo constante com a cidade e seus habitantes.
Um milhão de visitantes, mais acesso e um museu cada vez mais aberto à cidade. O MASP vive um novo tempo ✨ #MASP #CulturaSP #ArteParaTodos #Museus
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