Um dos grupos mais consistentes e provocadores do teatro brasileiro contemporâneo, a Companhia do Latão desembarca no Rio de Janeiro em janeiro de 2026 para uma ocupação especial no Teatro Vianinha, no Armazém da Utopia. A temporada reúne dois espetáculos que dialogam diretamente com literatura, política e experiência humana, reafirmando a marca do grupo: um teatro que observa a sociedade sem perder a poesia.
A abertura acontece no dia 8 de janeiro com “Experimento H”, em cartaz até 25 de janeiro, totalizando 16 sessões. Em fevereiro, a partir do dia 4, estreia “Losango Cáqui”, com apresentações até 7 de fevereiro. As montagens integram o projeto Circulação Petrobras e a programação Em Boa Companhia, idealizada pela Companhia Ensaio Aberto, com apoio do Ministério da Cultura. Todas as sessões são gratuitas, com ingressos retirados pelo Sympla.
Em Experimento H, a atriz Helena Albergaria se alterna entre duas figuras aparentemente distantes: a diarista Mary Sanches e a atriz Marilyn Monroe. Inspirada em textos de Truman Capote, a peça acompanha um dia na vida dessas mulheres marcadas pela pressão do trabalho e pelas expectativas impostas a seus corpos e papéis sociais. O encontro simbólico das personagens acontece durante o velório de uma professora de atuação, espaço onde diferenças e semelhanças emergem com força poética.
A encenação mistura canto, dança e atuação minuciosa, enquanto Truman Capote surge em cena representado por Kiko do Valle e Carlos Albergaria, em diferentes idades. A trilha ao vivo, assinada por Cau Karam, reforça o caráter lírico da montagem, que já passou por Cuba e foi premiada com o El Gallo de La Habana, reconhecimento concedido a grupos históricos do teatro latino-americano.
Já “Losango Cáqui” propõe uma experiência coral e coreográfica baseada no livro homônimo de Mário de Andrade. O espetáculo revisita os meses em que o autor esteve no Exército, em 1922, combinando exercícios militares, afetos amorosos e inquietações políticas. Com nove artistas em cena e música ao vivo de Lincoln Antonio ao piano, a montagem transforma poesia em movimento e emoção compartilhada.
Ao ocupar o Teatro Vianinha, a Companhia do Latão reafirma seu compromisso com um teatro crítico, sensível e inventivo. Mais do que apresentações, a temporada oferece ao público carioca um convite à reflexão sobre trabalho, identidade, desejo e transformação social — temas que seguem urgentes, ontem e agora.
Teatro que provoca, emociona e faz pensar. Companhia do Latão ocupa o Rio com duas montagens imperdíveis. #TeatroBrasileiro #CulturaEmCena
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