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Temporal escurece São Paulo e expõe a fragilidade da cidade diante do clima

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A tarde desta segunda-feira (19) caiu mais cedo em São Paulo. Não por efeito do relógio, mas pela combinação de nuvens carregadas, vento intenso e uma chuva que atravessou bairros, derrubou árvores e apagou semáforos. Em poucas horas, o temporal deixou mais de 100 mil imóveis sem energia elétrica na capital e na região metropolitana, transformando a rotina urbana em um exercício coletivo de adaptação.

De acordo com a Enel, concessionária responsável pelo fornecimento, até as 20h19 eram 132.085 clientes sem luz, sendo 83.521 apenas na cidade de São Paulo. O impacto se espalhou por diferentes zonas, atingindo desde áreas residenciais até importantes corredores viários. Na Avenida Santo Amaro, no cruzamento com a Rua Roque Petroni, semáforos permaneceram apagados até a noite, exigindo atenção redobrada de motoristas e pedestres.

O Corpo de Bombeiros recebeu, entre 14h e 18h, 31 chamados para quedas de árvores e 15 para desabamentos em pontos da capital e da Grande São Paulo. Apesar da intensidade do temporal, não houve registro de feridos. A Defesa Civil municipal confirmou 15 ocorrências de queda de árvores, distribuídas entre as zonas Leste, Norte, Sul e a região Centro-Oeste, além de 11 desabamentos e sete chamados para deslizamentos de terra.

Os dados do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) ajudam a dimensionar a força do vento que acompanhou a chuva. Rajadas superiores a 50 km/h foram registradas em regiões como M’boi Mirim, Guarapiranga, Santana, Parelheiros e Lapa, suficientes para comprometer a rede elétrica aérea e provocar instabilidade em áreas já vulneráveis.

Enquanto equipes trabalhavam no atendimento às ocorrências, a cidade seguia em alerta. Segundo o CGE, a frente fria começa a se afastar do litoral paulista, mas os ventos úmidos vindos do oceano ainda mantêm a nebulosidade e os chuviscos, além de provocar queda nas temperaturas. Para esta terça-feira (20), a previsão indica mínimas de 16 °C e máximas que não devem ultrapassar os 21 °C, com umidade acima de 70%.

A quarta-feira (21) deve marcar uma transição gradual, com o retorno do sol entre nuvens ao longo do dia. Ainda assim, o episódio reforça um padrão cada vez mais frequente: eventos climáticos intensos que colocam à prova a infraestrutura urbana e revelam como São Paulo segue vulnerável diante de chuvas e ventos que já não podem mais ser tratados como exceção.

Chuva, vento e uma cidade no escuro: São Paulo sente os efeitos do temporal.  #SãoPaulo
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