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Quando diversidade vira estratégia: Numen cria ponte para pretos e pardos na TI

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O setor de tecnologia costuma se apresentar como vitrine do futuro. Inovação, velocidade, transformação digital. Mas, quando o assunto é diversidade racial, os números ainda revelam um passado difícil de superar. No Brasil, apenas 35% dos profissionais de Tecnologia da Informação e Comunicação se identificam como pessoas pretas ou pardas, segundo o Censo de Diversidade da Brasscom. É nesse descompasso entre discurso e realidade que a Numen decidiu agir.

A empresa, referência em soluções tecnológicas, lançou um banco de talentos exclusivo para profissionais pretos e pardos, com o objetivo de ampliar o acesso desse público aos seus processos seletivos. O cadastro já está disponível e não exige pré-requisitos técnicos obrigatórios — basta o interesse em crescer profissionalmente junto à organização. Para quem quiser, é possível detalhar experiências, competências e diferenciais no perfil.

Na prática, o banco funciona como um portfólio vivo de recrutamento. Cada currículo será mapeado e considerado com prioridade sempre que surgir uma vaga compatível. Mesmo quando não houver oportunidades imediatas, os dados permanecem na base, seguindo rigorosamente as diretrizes da LGPD, prontos para futuras seleções. A meta é alcançar 200 currículos cadastrados, consolidando um canal permanente de inclusão.

A iniciativa parte de um princípio simples, mas ainda pouco praticado: não existe inovação sem diversidade. Os profissionais recrutados por meio do banco terão acesso às trilhas de aprendizagem e capacitação da Numen, além de acompanhamento próximo da liderança. A proposta vai além da contratação — busca desenvolvimento, pertencimento e permanência.

“Queremos formar, cada vez mais, um time diverso. Para isso, é essencial criar ações que atraiam públicos historicamente sub-representados”, afirma Andreia Tsuruhame, CEO da Numen. Para ela, o banco de talentos é uma resposta concreta à baixa participação de pretos e pardos em um setor estratégico como o de tecnologia.

O projeto integra o FeNUMENalls, programa estruturado em cinco comitês voltados a diferentes grupos: pessoas pretas, mulheres, profissionais LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e profissionais 50+. Esses comitês funcionam como espaços de escuta e proposição, influenciando desde políticas internas até programas de desenvolvimento.

À frente da iniciativa, Felipe dos Anjos, Head de Employer Branding e DEI, destaca que diversidade não é apenas pauta social, mas força estratégica. “Uma empresa plural amplia repertórios, questiona padrões e transforma a própria cultura”, resume.

Para Patrícia Bernardes, analista de Departamento Pessoal e líder do comitê, o projeto também carrega significado pessoal. “Como pessoa parda, vinda da periferia, sei o quanto esse acesso é restrito. Estamos abrindo uma janela real para quem quase nunca é convidado a entrar”, afirma. A embaixadora Julia Lopes, analista de marketing, reforça: “Representatividade não é promessa. É construção diária”.

Ao estruturar o banco de talentos, a Numen sinaliza que diversidade, quando tratada como estratégia, deixa de ser exceção — e começa a desenhar o futuro que o setor de tecnologia tanto anuncia.

Quando diversidade vira ação, o futuro da tecnologia fica mais plural.   #DiversidadeNaTI #InclusãoRacial

 

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