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Do caixa ao centro do mundo: Bad Bunny leva sua história ao Super Bowl

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Quando as luzes do Super Bowl LX se acenderem para o intervalo mais disputado da televisão mundial, não será apenas um show que entrará em cena. Será uma trajetória inteira. Neste domingo, Bad Bunny assume o palco mais assistido do planeta levando consigo uma narrativa que começa longe dos holofotes, nos corredores de um supermercado em Porto Rico, onde Benito Antonio Martínez Ocasio trabalhava como empacotador antes de virar fenômeno global.

A ascensão é tão vertiginosa quanto simbólica. Em 2025, Bad Bunny faturou cerca de US$ 66 milhões, liderou rankings de streaming e consolidou seu nome como um dos artistas mais influentes da indústria musical. No currículo recente, cinco estatuetas do Grammy, incluindo Álbum do Ano, um feito que o colocou definitivamente no centro da cultura pop contemporânea — sem abrir mão de sua identidade latina.

O convite para comandar o show do intervalo do Super Bowl, vitrine que já recebeu nomes como Michael Jackson, Beyoncé e Prince, é mais um marco dessa jornada. Curiosamente, apesar da grandiosidade do evento, o cantor não receberá cachê pela apresentação. A NFL mantém a tradição de não pagar os artistas, apostando no impacto global da audiência, que costuma impulsionar streams, vendas e contratos milionários nos dias seguintes.

Mas a presença de Bad Bunny no horário nobre americano vai além da música. A escolha do artista gerou reações intensas nos Estados Unidos, especialmente entre setores ligados ao movimento MAGA. O incômodo passa por temas que extrapolam o entretenimento: o uso do espanhol, o posicionamento político do cantor e a visibilidade da cultura latina em um espaço historicamente associado à hegemonia cultural anglófona.

Bad Bunny nunca escondeu suas opiniões. Em letras, entrevistas e aparições públicas, ele transformou o palco em espaço de afirmação cultural e social. Ao cantar majoritariamente em espanhol para uma audiência global, o artista desafia padrões antigos da indústria e reforça a ideia de que o centro do pop não fala apenas uma língua.

Para seus fãs, a apresentação deste domingo representa reconhecimento e conquista coletiva. Para seus críticos, provoca desconforto e debate. E talvez seja justamente aí que reside a força do momento: o Super Bowl deixa de ser apenas espetáculo e se torna reflexo de um mundo em transformação.

Se será ou não o melhor show da história, o tempo dirá. Mas uma coisa já está garantida: Bad Bunny não chega sozinho ao palco. Ele leva consigo uma história de ascensão improvável, milhões de vozes latinas e a certeza de que, hoje, o centro do mundo também fala espanhol.

 

Do mercado ao maior palco do mundo. Bad Bunny faz história no Super Bowl.  #SuperBowl
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