Quando os refletores da Marquês de Sapucaí se acendem, não é apenas o samba que entra em cena — é a memória viva do carnaval carioca. Neste domingo (15), quatro escolas inauguram os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, em uma noite que combina tradição consagrada e expectativa de estreia.
A abertura fica por conta da Acadêmicos de Niterói, às 21h45. Campeã da Série Ouro no ano passado, a escola faz seu primeiro desfile na elite do samba. A estreia carrega o peso do sonho coletivo e a responsabilidade de sustentar o brilho diante de arquibancadas lotadas. É o início de uma nova história escrita sob o ritmo dos surdos.
Na sequência, entre 23h20 e 23h30, a Imperatriz Leopoldinense pisa na avenida com a experiência de quem soma nove títulos. Com histórico de desfiles técnicos e narrativas bem construídas, a escola promete unir rigor estético e emoção em um enredo dedicado a uma personalidade brasileira.
Já na madrugada, entre 0h55 e 1h15, a Portela — maior campeã do carnaval carioca, com 22 conquistas — assume o centro da cena. A azul e branco de Madureira carrega não apenas troféus, mas uma herança cultural que atravessa gerações. Cada passo na avenida ecoa décadas de história e expectativa renovada.
Encerrando a noite, entre 2h30 e 3h, a Estação Primeira de Mangueira transforma a Sapucaí em poesia verde e rosa. Com 20 títulos, a escola é símbolo de resistência cultural e criatividade popular. Seu desfile fecha a primeira jornada com a promessa de intensidade e identidade marcante.
Todas as agremiações deste domingo homenageiam personalidades em seus enredos. Entre os temas estão a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a obra de Ney Matogrosso, a saga de Custódio Joaquim de Almeida — o Príncipe do Bará — e os saberes de Joaquim Borges da Silva, o Mestre Sacaca. Narrativas que misturam política, arte, ancestralidade e cultura popular.
O Grupo Especial segue na segunda (16) e terça-feira (17), com quatro escolas por noite, mantendo o compasso acelerado da disputa. Mais do que competição, o que se vê é um mosaico de identidades que transforma a avenida em palco de celebração e memória.
Na Sapucaí, cada escola carrega seu próprio enredo — mas todas compartilham o mesmo destino: fazer do samba um espetáculo que atravessa a madrugada e permanece no imaginário coletivo.
A Sapucaí abre as cortinas: campeãs históricas e uma estreia prometem emoção na avenida. 🥁✨#CarnavalRJ #Sapucai
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