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Andrea Pinheiro é reeleita e projeta nova era da Bienal

Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo. 24/09/2025 © Brenno Medeiros / Fundação Bienal de São Paulo

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O pavilhão modernista do Ibirapuera ainda ecoa os passos de milhares de visitantes quando a notícia se consolida: Andrea Pinheiro foi reeleita presidente da Fundação Bienal de São Paulo para o biênio 2026–2027. A recondução marca a continuidade de uma gestão que reposicionou a instituição no mapa cultural brasileiro e internacional, com números expressivos e uma agenda voltada à inovação e ao acesso.

Desde janeiro de 2024 à frente da Fundação, Andrea tornou-se a primeira mulher a entregar uma edição da Bienal. Sob sua liderança, a 36ª edição registrou 784.399 visitantes — crescimento de cerca de 20% em relação à anterior — após a ampliação do período expositivo em um mês estratégico, coincidindo com as férias escolares. A decisão, aparentemente logística, revelou-se política: abrir portas é também ampliar repertórios.

A reestruturação institucional foi outro eixo central. A implementação de um comitê colegiado para a seleção curatorial trouxe novo modelo de governança, reforçando transparência e diversidade de olhares. O formato será mantido nas próximas edições, consolidando um processo mais plural na definição dos rumos artísticos da mostra.

No campo educativo, os resultados também chamam atenção. O programa expandido alcançou 113 mil atendimentos, com ações voltadas a crianças, adolescentes e formação de professores. A Bienal, tradicional vitrine da arte contemporânea, reafirma-se como espaço pedagógico e de formação crítica.

A tecnologia entrou como aliada estratégica. O lançamento do aplicativo Bienal Prática integrou inteligência artificial, reconhecimento de imagem e recursos de acessibilidade, criando uma plataforma inédita de mediação cultural. A ferramenta sinaliza a intenção de aproximar público e obra por meio de linguagens contemporâneas, sem abrir mão da experiência presencial.

A sustentabilidade financeira avançou com novas estratégias de captação, incluindo um leilão beneficente que arrecadou mais de R$ 5 milhões. O equilíbrio institucional fortalece a capacidade de projeção internacional. Para os próximos anos, a Fundação prepara a itinerância da 36ª Bienal por mais de dez cidades brasileiras e organiza a participação do Brasil na 61ª Bienal de Veneza, com curadoria de Diane Lima e obras de Adriana Varejão e Rosana Paulino.

A reeleição de Andrea Pinheiro aponta para a continuidade de um projeto que articula governança, educação e presença global. No horizonte, a Bienal segue como espaço de encontro — entre arte e público, Brasil e mundo, tradição e reinvenção.

 

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