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Mpox acende alerta em 2026 e concentra casos em São Paulo

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Os números ainda são controlados, mas acendem um sinal de atenção. O Brasil registrou 48 casos confirmados de Mpox apenas em 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. Desse total, 41 estão concentrados no estado de São Paulo. A maioria evolui com quadros leves a moderados, mas o cenário reforça a importância da informação qualificada e das medidas de prevenção para conter a disseminação do vírus.

A Mpox é causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae. Trata-se de uma zoonose viral, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos, especialmente por meio do contato com roedores silvestres infectados. No entanto, a transmissão entre pessoas tem papel central nos registros atuais.

De acordo com a infectologista Dra. Michelle Zicker, do São Cristóvão Saúde, o contágio ocorre principalmente pelo contato direto com lesões de pele, erupções cutâneas e fluidos corporais. “Beijo, abraço, relação sexual, massagem e o compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas, roupas e utensílios, são formas de transmissão”, explica. A infecção também pode ocorrer por gotículas respiratórias, geralmente em situações de contato próximo e prolongado.

A pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões. O quadro clínico costuma durar entre duas e quatro semanas. O sinal mais característico é o surgimento repentino de lesões na pele, que podem aparecer em qualquer parte do corpo, inclusive na região genital. Elas podem vir acompanhadas de febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e aumento dos gânglios linfáticos.

O diagnóstico é feito por exame laboratorial, a partir da secreção das lesões. Ainda não há medicamento específico aprovado para a doença. O tratamento é baseado em suporte clínico, com foco no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações. “A maior parte dos casos apresenta evolução leve a moderada”, ressalta a médica.

A vacinação segue critérios definidos pelo Ministério da Saúde, priorizando grupos com maior risco de formas graves, como pessoas vivendo com HIV/aids com baixa imunidade e profissionais de laboratório que atuam diretamente com o vírus. Também há recomendação de vacinação pós-exposição, conforme avaliação das autoridades de saúde.

Evitar contato direto com casos suspeitos, manter isolamento até a cicatrização das lesões e reforçar a higiene das mãos são medidas fundamentais. Em um momento de aumento de registros, a combinação entre vigilância, responsabilidade individual e informação de qualidade segue como principal estratégia para interromper a cadeia de transmissão da Mpox no país.

 

Mpox volta ao radar da saúde pública em 2026. Informação e prevenção fazem a diferença. ⚠️ #SaúdePública #Prevenção

 

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