Há aniversários que pedem discursos. Outros, pedem encontros. Para celebrar 15 anos no circuito da arte contemporânea, a Galeria Luciana Caravello escolheu dançar. No dia 21 de março, a exposição coletiva O Baile, com curadoria de Daniela Labra, abre as portas como um gesto de celebração e continuidade — menos retrospectiva, mais reencontro.
A mostra reúne 15 artistas que, em diferentes momentos, ajudaram a construir a identidade da galeria e a consolidar seu programa artístico. Estão lado a lado nomes que integram atualmente o elenco e artistas que já passaram por sua programação, compondo um mosaico de trajetórias que dialogam entre si. O resultado é um espaço onde passado e presente se entrelaçam sem nostalgia, mas com consciência histórica.
Mais do que marcar uma data, O Baile evidencia o percurso de uma galeria que, ao longo de uma década e meia, apostou na pesquisa, na experimentação e na construção de pensamento crítico em torno da arte contemporânea. A exposição se organiza como uma celebração coletiva, reunindo múltiplas linguagens — pintura, escultura, fotografia, instalação e trabalhos sobre papel — que refletem a diversidade de investigações que atravessaram esse tempo.
Entre os artistas convidados estão Afonso Tostes, Ana Linnemann, Armando Queiroz, Bruno Miguel, Dani Carcav, Daniel Lannes, Gisele Camargo, Igor Vidor, Ivan Grilo, Lucas Simões, Luiz Hermano, Marcos Cardoso, Nazareno, Patricia Guerreiro, Pedro Varela e Sergio Alevato. Cada um, à sua maneira, representa um capítulo dessa história construída em colaboração constante.
A curadoria de Daniela Labra propõe um ambiente de diálogo, onde obras não apenas ocupam o espaço, mas conversam entre si e com o público. A ideia de baile funciona como metáfora: movimento, troca, aproximação. Uma pista onde diferentes gerações e pesquisas artísticas compartilham o mesmo tempo.
Como parte das comemorações, a galeria prepara ainda o lançamento de um livro que reunirá 15 textos produzidos ao longo de sua trajetória. A publicação reforça o compromisso com a reflexão crítica e com a preservação de sua memória institucional — entendendo que celebrar também é registrar.
Em um cenário artístico em constante transformação, chegar aos 15 anos é mais do que resistir: é reafirmar vínculos. O Baile não encerra um ciclo. Abre espaço para os próximos passos.
Quinze anos, quinze artistas e uma pista aberta para a arte contemporânea dançar. #ArteContemporanea #ExposiçãoDeArte
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