Em um país onde o avanço das organizações criminosas desafia diariamente as instituições de segurança pública, o debate sobre recursos e estrutura volta ao centro das discussões. Nesta quinta-feira (12), a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) anunciou que a categoria entrou em estado de alerta em defesa da criação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC).
A decisão foi tomada durante uma Assembleia Geral Extraordinária, que reuniu representantes da categoria de diversas regiões do país. Para os policiais rodoviários federais, o fundo é considerado uma ferramenta estratégica para fortalecer a atuação das forças de segurança da União diante de redes criminosas cada vez mais complexas e organizadas.
Na avaliação da entidade, a criação do FUNCOC permitiria ampliar investimentos em tecnologia, infraestrutura e equipamentos, além de reforçar as operações de inteligência e repressão ao crime organizado. A expectativa é que os recursos sejam destinados diretamente ao fortalecimento institucional das polícias federais, garantindo mais eficiência nas investigações e nas ações de combate a organizações criminosas.
A proposta do fundo surgiu ainda durante a gestão do então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. O projeto prevê a criação de uma estrutura financeira específica voltada ao financiamento de políticas e ações integradas de segurança pública no âmbito federal.
Apesar da importância estratégica apontada por especialistas e entidades da área, o projeto de lei encontra-se atualmente paralisado no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), situação que tem gerado preocupação entre representantes da segurança pública.
Para a FenaPRF, a paralisação da proposta representa um obstáculo em um momento em que o país enfrenta desafios cada vez mais complexos relacionados ao crime organizado, que atua em diferentes frentes — do tráfico de drogas ao contrabando, passando por crimes financeiros e atuação em fronteiras.
Outro ponto central destacado pela federação diz respeito à distribuição dos recursos do fundo. A entidade defende que os valores sejam repartidos de forma justa entre as instituições federais de segurança, com critérios transparentes e percentuais equilibrados que garantam acesso igualitário aos investimentos.
Segundo representantes da categoria, o estado de alerta representa um primeiro passo dentro de uma estratégia de mobilização. Caso a proposta continue sem avanço, a federação avalia a possibilidade de adotar outras medidas gradativas de pressão institucional.
Apesar do tom firme, a entidade afirma que mantém a disposição para o diálogo com o governo federal e com o Congresso Nacional. Para os policiais rodoviários federais, a discussão sobre o FUNCOC ultrapassa interesses corporativos e está diretamente ligada à capacidade do Estado brasileiro de enfrentar organizações criminosas cada vez mais estruturadas.
No horizonte da segurança pública, a criação do fundo é vista por muitos especialistas como mais um capítulo na busca por estratégias permanentes de combate ao crime organizado.
PRFs entram em estado de alerta e cobram avanço do FUNCOC, fundo que promete reforçar o combate ao crime organizado no Brasil. 🚔 #SegurançaPública #CombateAoCrime 🚨
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