Há histórias que parecem já conhecidas, mas que, ao serem revisitadas, ganham novos contornos — mais densos, mais incômodos, mais humanos. É nesse território que a série El Chapo volta à televisão brasileira a partir de 23 de março, no A&E, trazendo novamente à tela a trajetória de Joaquín Guzmán, um dos nomes mais emblemáticos do crime organizado contemporâneo.
Dividida em três temporadas e 34 episódios, a produção reconstrói, com base em investigações jornalísticas e fatos reais, o caminho de ascensão do líder do Cartel de Sinaloa. A narrativa começa em 1985, quando Guzmán, ainda longe do status de lenda, encontra no narcotráfico uma rota de poder. A partir daí, a série acompanha sua habilidade em formar alianças estratégicas, negociar com figuras políticas e superar rivais — movimentos que ajudaram a transformar sua organização em uma engrenagem global.
Mas o roteiro não se limita ao poder. Há também o custo. Em meio à escalada criminosa, o personagem se distancia da família, acumula inimigos e constrói uma trajetória marcada por fugas espetaculares e capturas midiáticas. A primeira temporada foca sua entrada no cartel e a prisão em 1993. Já o segundo ano mergulha na fuga histórica de 2001, episódio que escancarou fragilidades institucionais no México. A terceira e última fase acompanha o declínio do império, culminando na extradição para os Estados Unidos em 2017.
Interpretado por Marco de La O, que passou por uma intensa preparação física e emocional, El Chapo ganha nuances que vão além da caricatura do criminoso. O ator buscou referências em registros reais para construir um personagem que oscila entre frieza estratégica e vulnerabilidade silenciosa.
Outro eixo narrativo relevante é a figura de “Don Sol”, político fictício que simboliza as conexões entre poder público e crime. Sua relação com Guzmán evidencia como interesses convergentes podem sustentar — e depois destruir — alianças.
Ao retornar à grade, exibida de segunda a sexta às 22h, El Chapo não apenas reconta uma história conhecida, mas provoca uma reflexão atual: até onde vai o alcance de estruturas criminosas quando se entrelaçam com o poder institucional? A resposta, ao que tudo indica, continua em aberto.
Poder, fuga e queda: El Chapo volta à tela e reacende uma história que o mundo ainda não esqueceu. #SeriesImperdiveis #TrueCrime
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