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Lucas Moraes enfrenta lama, erro e reação na abertura do Rally de Portugal

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O dia amanheceu pesado em Grândola, no sul de Portugal. A chuva recente transformou o terreno em um desafio imprevisível, onde cada curva exigia mais do que técnica — pedia leitura, paciência e controle. Foi nesse cenário que o brasileiro Lucas Moraes iniciou sua trajetória no Rally de Portugal 2026, segunda etapa do Mundial de Rally-Raid.

Atual campeão mundial, Moraes começou forte. Durante boa parte da especial, chegou a liderar o percurso, mostrando consistência mesmo em condições adversas. A prova, dividida em dois trechos, trouxe um roteiro exigente: trilhas estreitas entre árvores, areia fofa e, ao final, um terreno mais rápido, mas igualmente traiçoeiro por conta da lama.

Na primeira parte, o brasileiro fechou com o sexto melhor tempo. Já no power stage, um trecho decisivo de apenas três quilômetros, reagiu com intensidade e cravou a terceira melhor marca. Ainda assim, o saldo do dia foi impactado por um momento específico — uma curva mal calculada que mudou o ritmo da corrida.

O erro comprometeu a barra de direção do carro, forçando Moraes a reduzir a velocidade para garantir a conclusão da etapa. “A gente vinha liderando até a metade, mas tive esse problema e precisei administrar. Foi um dia difícil, mas terminar bem posicionado é importante”, explicou o piloto.

Ao final, ele registrou o tempo total de 1h35min44s, ficando a 1min46s do líder, o português João Ferreira, que aproveitou o conhecimento local para assumir a ponta. Na sequência aparecem o norte-americano Seth Quintero e o francês Sébastien Loeb, companheiro de equipe de Moraes na Dacia Sandriders. O top 5 ainda contou com Guy Botterill e Yazeed Al-Rajhi.

Apesar das adversidades, a sexta colocação mantém o brasileiro competitivo na disputa geral. Em provas de longa duração como o Rally-Raid, onde o desgaste é acumulativo e os erros cobram preço alto, consistência pode valer tanto quanto velocidade.

O Rally de Portugal segue até o dia 22 de março, com um total de 2.175 quilômetros, sendo 1.320 cronometrados. O trajeto ainda cruza a fronteira com a Espanha antes de retornar ao território português, encerrando-se em Loulé.

A próxima etapa, entre Grândola e Badajoz, promete manter o nível de exigência. Para Moraes, fica a missão de recuperar tempo — e, talvez, retomar o ritmo que já demonstrou ser capaz de impor.

 

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