Entre tumbas e telas: “Maldição da Múmia” leva terror ao limite
Estreia ganha ação imersiva e assusta fora do cinema
O terror não esperou pelas luzes apagarem. Desde antes da estreia oficial, “Maldição da Múmia”, novo longa da Warner Bros. Pictures, já ensaiava seus sustos fora das salas de cinema, invadindo a rotina de quem topou mergulhar em uma experiência que mistura ficção e realidade. A partir de 16 de abril, o filme chega às telonas brasileiras cercado por uma atmosfera que começa muito antes da primeira cena.
Em Curitiba, a campanha de lançamento ganhou contornos cinematográficos. Durante dois dias, influenciadores e criadores de conteúdo foram conduzidos por uma jornada temática que transformou a cidade em um cenário vivo de suspense. Entre jardins, museus e histórias urbanas, o roteiro da ação construiu uma narrativa paralela — quase como se o filme escapasse da tela.
O ponto de partida foi o Jardim Botânico, cartão-postal da capital paranaense, que serviu de cenário para os primeiros sinais de estranhamento. Na sequência, o grupo seguiu para o Museu Egípcio, onde o contato com uma múmia real — a única de corpo inteiro no Brasil — ampliou a tensão entre o simbólico e o concreto. Ali, passado e presente se cruzam, e o fascínio pelo Egito Antigo ganha contornos inquietantes.
A experiência avançou para o Cine Passeio, com uma pré-estreia exclusiva que provocou reações intensas. Para alguns, o desconforto foi parte essencial do impacto. Para outros, a violência gráfica e o clima denso reforçaram o apelo do longa entre fãs do gênero. O primeiro dia ainda reservou um mergulho nas lendas urbanas de Curitiba, em um passeio noturno por locais considerados mal-assombrados — um convite direto ao medo.
No dia seguinte, o clima não cedeu. Um café da manhã temático manteve a ambientação antes da visita ao Museu Paranaense de Ciências Forenses, onde a abordagem do terror se deslocou para o campo real, revelando histórias e processos ligados à investigação criminal. A linha entre entretenimento e inquietação, mais uma vez, se mostrou tênue.
Dirigido por Lee Cronin, o filme marca o retorno do cineasta ao gênero após o impacto de “A Morte do Demônio: A Ascensão”. Na trama, o desaparecimento de uma jovem no deserto e seu retorno anos depois desencadeiam uma narrativa que transforma reencontros em ameaça. O que deveria ser alívio se converte em algo difícil de nomear — e ainda mais difícil de enfrentar.
“Maldição da Múmia” aposta na construção de um terror sensorial, que não se limita ao susto imediato, mas permanece. Dentro e fora das telas, a proposta é clara: provocar, inquietar e, sobretudo, não sair facilmente da memória.
Nem todo pesadelo começa no cinema… alguns já estão entre nós.
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