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Cannabis medicinal ganha espaço e levanta novas dúvidas no Brasil

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Cannabis medicinal ganha espaço e levanta novas dúvidas no Brasil

Especialista esclarece uso terapêutico e segurança

O avanço da cannabis medicinal no Brasil tem sido silencioso, mas consistente. Nos consultórios, o tema deixa de ser exceção e passa a integrar conversas cada vez mais frequentes entre médicos e pacientes. O que antes parecia distante agora se consolida como alternativa terapêutica em crescimento. Segundo o Anuário 2025 da Kaya Mind, mais de 873 mil brasileiros já utilizam a cannabis medicinal como parte de seus tratamentos — um número que reflete não apenas expansão, mas também maior confiança na abordagem.

Com o aumento da procura, surgem também dúvidas. Indicações, efeitos, formas de uso e segurança estão entre os questionamentos mais comuns. Para esclarecer esse cenário, a médica Mariana Maciel, CEO da biofarmacêutica canadense Thronus Medical, aponta que o avanço do tratamento acompanha a evolução científica e a maior familiaridade da classe médica com a terapia.

Entre as principais indicações, a cannabis medicinal tem sido utilizada em casos de dor crônica, epilepsias refratárias, distúrbios neurológicos e alterações do sono. Segundo a especialista, o uso é sempre individualizado, considerando o histórico clínico e a resposta de cada paciente. “A cannabis medicinal pode ser considerada em diferentes contextos, sempre com avaliação criteriosa”, explica.

Outro ponto frequente envolve os efeitos psicoativos. A médica esclarece que formulações com canabidiol (CBD) isolado não provocam esse tipo de efeito. Já produtos com tetrahidrocanabinol (THC) podem apresentar alterações perceptivas, mas sempre dentro de doses controladas e com indicação específica. A escolha da composição, nesse caso, faz parte da estratégia terapêutica.

A diversidade de formas de uso também amplia as possibilidades do tratamento. A cannabis medicinal pode ser administrada por via sublingual, oral, tópica ou intranasal, dependendo da necessidade clínica. Essa flexibilidade permite ajustes mais precisos e personalizados ao longo do acompanhamento médico.

O início do tratamento, segundo a especialista, acontece de forma gradual. A dose costuma começar baixa e é ajustada conforme a resposta do organismo. Esse acompanhamento contínuo é considerado essencial para garantir eficácia e segurança. 🌿

Outro fator que reforça o avanço no país é a ampliação das possibilidades de prescrição, incluindo concentrações mais elevadas de THC em casos específicos. A mudança amplia as alternativas terapêuticas e fortalece a integração da cannabis medicinal à prática clínica.

Entre avanços regulatórios e crescimento da demanda, a cannabis medicinal segue abrindo espaço no sistema de saúde brasileiro. Mais do que tendência, a terapia se consolida como parte de uma nova abordagem, onde ciência, personalização e cuidado caminham juntos — e continuam em expansão. ✨

 

A cannabis medicinal deixa de ser tabu e ganha espaço nos consultórios brasileiros. #CannabisMedicinal  #SaudeIntegrativa

 

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