CCBB Rio vira palco múltiplo em maio com arte, teatro e música
Programação reúne Vik Muniz, shows e estreias
Maio chega ao Centro do Rio como um convite aberto à experiência cultural. No CCBB Rio, o calendário do mês transforma o prédio histórico em um território de encontros — entre linguagens, gerações e formas de expressão. Da música ao teatro, das exposições às ruas, a programação propõe mais do que eventos: constrói percursos.
Logo no primeiro dia, o Dia do Trabalhador ganha sabor e ritmo com a tradicional Feira das Yabás. Entre panelas e histórias, o público encontra a gastronomia suburbana em sua forma mais afetiva, enquanto a roda de samba comandada por Marquinhos de Oswaldo Cruz conduz o clima festivo. A participação de Diogo Nogueira reforça o tom de celebração que inaugura o mês.
Nos palcos internos, a dramaturgia ocupa espaço com intensidade. Cinco estreias marcam a programação teatral, atravessando estilos e propostas. Entre elas, Nelson Rodrigues – o passado sempre tem razão, com Bruce Gomlewski, revisita o universo do dramaturgo sob nova perspectiva. Já Efeitos Especiais rompe as paredes do teatro e leva o público para as ruas, transformando o percurso entre a Praça XV e a Praça da Pira em cenário vivo.
A memória também ganha voz em Saudade – Memória e Música em Circulação Nacional, do grupo Os Geraldos, que conecta lembranças e canções populares. Em outro registro, Alumbramentos, do Grupo Moitará, aposta na linguagem da máscara teatral e na inclusão, com encenação bilíngue em português e Libras. Completa o panorama o monólogo Elogio da Loucura, com Leona Cavalli, que traz ao presente a ironia clássica de Erasmo de Rotterdam.
Na metade do mês, o som ganha novas dimensões com o Festival Paredão – Edição Arranque!, nos dias 15 e 16. O evento leva ao CCBB a cultura do som automotivo, reunindo DJs, MCs e uma mostra audiovisual dedicada às periferias, além de uma feira multicultural que ocupa o espaço com vinil, gastronomia e identidade.
A partir do dia 20, o olhar se volta para as artes visuais com Vik Muniz – A Olho Nu. A maior retrospectiva do artista já realizada reúne obras que exploram os limites entre imagem e matéria, oferecendo um panorama de sua trajetória internacional. Na sequência, Caminhos de Machado, com curadoria de Lilia Schwarcz, apresenta o legado de Machado de Assis a partir de objetos e experiências interativas.
Entre páginas e histórias, o Clube de Leitura recebe nomes como Ruy Castro e Heloisa Seixas, enquanto o CCBB Educativo amplia o diálogo com narrativas mitológicas e ações formativas.
Ao longo do mês, o CCBB reafirma sua vocação: ser mais do que espaço expositivo, mas ponto de convergência cultural. Em maio, cada visita se torna também um percurso — daqueles que continuam mesmo depois da saída.
Maio no CCBB é travessia: da arte ao som, da memória ao presente. #CulturaRJ
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